França armou civis cercados por forças de Kadafi

A França enviou armas este mês para civis líbios que sofrem um cerco das forças de Muamar Kadafi, afirmou hoje um porta-voz militar. Dessa maneira, o governo francês foi o primeiro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a admitir que armou combatentes rebeldes no país do norte africano.

AE, Agência Estado

29 de junho de 2011 | 16h37

As entregas de metralhadoras, granadas propelidas por foguete e munições ocorreram no início de junho, nas montanhas de Nafusa, oeste líbio, quando as forças de Kadafi haviam cercado civis e seu governo se recusava a atender a um pedido das Nações Unidas para permitir o envio de um navio com suprimento humanitário, afirmou o coronel Thierry Burkhard. Após informar as Nações Unidas, a França enviou ajuda humanitária como água, alimentos e medicamentos para civis cercados na região, porém a situação piorou ainda mais, disse o coronel.

"Então a França também enviou equipamento que permitiu que eles se defendessem, ativos para autodefesa, que são na verdade armas e munições", explicou Burkhard. As armas foram enviadas de paraquedas e incluíam metralhadoras, granadas propelidas por foguete e munições, disse ele.

A França e a Grã-Bretanha, apoiadas pelos EUA, estão entre as principais potências por trás da campanha aérea liderada pela Otan para proteger civis dos ataques das forças de Muamar Kadafi. Em Bruxelas, um oficial da Otan afirmou que, até o momento, nenhum membro da aliança havia enviado armas aos rebeldes desde o início dos confrontos no país do norte africano, em março.

Funcionários no Ocidente já debateram se a resolução da ONU aprovada pelo Conselho de Segurança em março dá o direito de enviar armas aos rebeldes. O ministro das Relações Exteriores italiano, Franco Frattini, já defendeu que o texto não proíbe esses envios, qualificados por ele como "moralmente justificáveis" para auxiliar a oposição. As informações são da Associated Press.

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