Interpol via AP
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França captura homem mais procurado do país 3 meses depois de fuga hollywoodiana

Redoine Faid, de 46 anos, foi resgatado de presídio em julho por três homens que sequestraram um piloto de helicóptero e o obrigaram a pousar no pátio da prisão; localizado em apartamento ao norte de Paris, ele não ofereceu resistência

O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2018 | 10h25

PARIS - O homem mais procurado da França, Redoine Faid, foi detido na madrugada desta quarta-feira, 3, três meses depois de sua espetacular fuga de helicóptero de uma prisão onde cumpria pena de 25 anos.

Este fã de filmes de gângsteres, especializado no roubo de carros-fortes, foi detido às 4 horas (23 horas de terça-feira em Brasília), em um apartamento em Créteil, ao norte de Paris, onde nasceu e cresceu.

Faid foi localizado com várias armas, mas, no momento de sua detenção, não ofereceu resistência. Não houve nenhum ferido na operação, que terminou com seis detidos, um deles, irmão do criminoso.

Redoine Faid, de 46 anos, cumpria pena de 25 anos por uma tentativa frustrada de assalto, em 2010, na qual um policial morreu.

Em 1º de julho, protagonizou uma fuga no estilo de Hollywood. Três homens armados sequestraram um piloto de helicóptero e o obrigaram a pousar no pátio da prisão. Em apenas poucos minutos fugiram com Faid a bordo.

Desde então, a polícia lançou uma intensa operação para descobrir seu paradeiro.

Redoine Faid já havia fugido em 2013. Escapou da prisão de Lille-Séquedin (norte), em uma operação muito mais violenta, na qual usaram explosivos e houve vários reféns. Foi encontrado um mês depois em um hotel na região parisiense.

Este amante do cinema se inspirou em vários filmes na hora de cometer seus assaltos.

Em sua autobiografia, "Braqueur, des cités au grand banditisme" ("Ladrão, dos bairros pobres à grande bandidagem", em tradução livre), publicada em 2010, contou que estudou o comportamento dos protagonistas do filme "Heat", protagonizado por Al Pacino, e aprendeu que, para ser um bom ladrão, é preciso ser "minucioso". / AFP

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