Lucas Marie/AP
Lucas Marie/AP

França começa a analisar supostos destroços do avião da Malaysia Airlines

Investigadores tentam determinar se peça do sistema de controle do Boeing encontrada na semana passada na Ilha Reunião, no Oceano Índico, pertence ao voo MH370, desaparecido em março de 2014

O Estado de S. Paulo

05 de agosto de 2015 | 09h05

PARIS - Analistas franceses e malaios começarão a analisar nesta quarta-feira, 5, os fragmentos de avião achados na semana passada no litoral da Ilha Reunião, no oceano Índico, para estabelecer se pertenceram ao Boeing 777 de Malaysia Airlines desaparecido em março de 2014 com 239 pessoas a bordo.

Os trabalhos de investigação sobre o voo MH370, dirigidos pela Justiça francesa, estarão a cargo do Birô de Investigações e Análise (BEA), que analisará os destroços no laboratório da Direção Geral de Armamento e Técnicas Aeronáuticas de Balma, na periferia de Toulouse, no sul do país.

Nos arredores de Paris, no Instituto de Pesquisa Criminal da Gendarmaria Nacional francesa, será examinado, por outra parte, um pedaço de mala achado na quinta-feira passada também em Reunião.

Os analistas tentarão encontrar números de série nos fragmentos que podem pertencer ao desaparecido avião, assim como restos de pintura que pudessem comprovar se pertenceu a Malaysia Airlines.

"Cada companhia aérea pinta seus aviões de uma certa maneira e deveríamos poder identificar se a pintura provém da Malaysia Airlines", disse à imprensa o antigo diretor do BEA, Jean-Paul Troadec.

As autoridades malaias confirmaram que os dois metros quadrados de uma parte da superfície de controle do avião situada na asa que atua como aerofólio e lapela efetivamente provêm de um Boeing 777 americano.

A França tentará corroborar essa informação e determinar se pertence ao citado avião da companhia aérea malásia, hipótese muito provável já que não há registro de outro acidente de um avião desse tipo no hemisfério sul.

Além de identificar o aparelho, os técnicos tentarão fornecer dados sobre o que pode ter acontecido para que alguém desligasse os sistemas de comunicação e o voo desaparecesse dos radares 40 minutos após ter decolado de Kuala Lumpur em 8 de março de 2014 com destino a Pequim.

Os analistas esperam que se possa estabelecer também se a aeronave explodiu no ar e se desfez em pedaços ou se caiu inteira no mar.

Também espera-se que se possa esclarecer onde exatamente caiu o avião, a partir da análise dos crustáceos que se instalaram nesse pedaço de fuselagem perdido durante 16 meses em águas do oceano Índico.

A investigação da procuradoria parisiense contempla as acusações de homicídio involuntário e de suposta destruição proposital desse avião. / EFE

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