França começa a julgar supostos membros do ETA

Um suposto ex-líder do grupo basco ETA e outros dois militantes foram a julgamento hoje na capital francesa, sob a acusação de pertencerem à organização. Ignacio Gracia Arregui, de 47 anos; sua namorada, Fabienne Tapia, de 37, e Juan Antonio Olarra Guridi, de 35, devem ser condenados a dez anos de prisão, se forem considerados culpados. A polícia prendeu Gracia Arregui em setembro de 2000, no povoado de Bidart, no sudoeste da França. As autoridades espanholas acreditam que ele seja um antigo líder da ala militar da ETA e suspeitam que tenha sido ele quem mandou assassinar o rei Juan Carlos, da Espanha, em 1995. A tentativa foi frustrada.Gracia Arregui já foi condenado três vezes a 16 anos de prisão por vários delitos, por um tribunal de Paris, à revelia. Quando foi detido, os investigadores confiscaram 29 foguetes antitanque, 16 pistolas e munição. "O governo espanhol deseja aniquilar o país basco", denunciou em idioma basco, assessorado por um intérprete.A região basca francesa é há muito tempo uma área de refúgio para os militantes espanhóis da ETA, mas tem evitado a violência que atinge a região basca da Espanha, do outro lado da fronteira. Mesmo assim, os investigadores descobriram ontem um susposto plano da ETA para assassinar uma juíza antiterrorista francesa, e policiais que fazem a segurança da prisão parisiense de La Santé disseram que evitaram a fuga de seis militantes da ETA que planejavam usar explosivos para dinamitar as paredes da prisão.O anúncio causou temores de que a violência possa se estender para a França. O governo francês aumentou a repressão ao ETA e, recentemente, deteve vários de seus dirigentes.

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