França confirma existência de relatório sobre morte de Bin Laden

O governo francês confirma a existência de um relatório de espionagem informando a morte do líder terrorista Osama bin Laden, mas não garante que a informação esteja correta.O Ministério da Defesa francês divulgou nota em que afirma que haverá uma investigação interna sobre o vazamento, para a imprensa, de um documento de espionagem que levanta a possibilidade de que Bin Laden tenha morrido de febre tifóide no Paquistão, há um mês. "A informação divulgada nesta manhã pelo jornal l´Est Republicain, sobre a possível morte de Osama bin Laden, não pode ser confirmada", diz a nota. O diário da região de Lorraine, no leste da França, publicou o que descreve como um documento confidencial do serviço secreto francês, DGSE, que cita um relatório, não verificado, de serviços de inteligência sauditas dando conta de que o líder da Al-Qaeda estaria morto.O conteúdo do documento, datado de 21 de setembro, não foi confirmado por fontes de serviços de espionagem da França ou de outros países. No entanto, o DGSE transmitiu a informação ao presidente Jacques Chirac e outras autoridades, diz o jornal.A ministra da Defesa, Michele Alliot-Marie, "exigiu uma investigação do vazamento", afirma a nota do ministério, acrescentando que a divulgação do documento confidencial poderia causar punições.O porta-voz do Ministério da Defesa, Jean-François Buraeu, esclarece que o documento vazado do DGSE realmente existe, mas que seu conteúdo - a morte de Bin Laden - não pode ser confirmado. O DGSE, ou Direção Geral de Serviços Exteriores, indica que a informação veio de uma única fonte."De acordo com uma fonte confiável, os serviços de segurança sauditas estão, a gora, convencidos de que Osama bin Laden está morto", diz o relatório.A morte de Bin Laden já foi reportada diversas vezes nos últimos anos, mas a notícia não se confirmou em nenhuma das ocasiões. De acordo com o relatório vazado a partir do governo francês, autoridades sauditas agora procuram o local de sepultamento do líder terrorista."O chefe da Al-Qaeda foi vítima de uma grave crise de tifóide no Paquistão, em 23 de agosto de 2006", diz o documento.Estados Unidos não confirmamO governo americano também não tem como confirmar o relatório francês, de acordo com uma fonte citada pela agência de notícias Reuters, e que pediu para não ser identificada.

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