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França confirma identidade de homem que invadiu jornal

Segundo o ministro do Interior, Manuel Valls, DNA de Abdelhakim Dekhar é compatível com amostras encontradas pela polícia francesa na segunda-feira

O Estado de S. Paulo,

21 de novembro de 2013 | 00h11

PARIS - O ministro do Interior francês, Manuel Valls confirmou na noite de quarta-feira, 20, que Abdelhakim Dekhar, detido mais cedo em Paris, foi identificado como o homem responsável por invadir a sede do jornal Libération e atirar em um fotógrafo. O edifício do banco Société Générale também foi alvo de tiros, mas não houve vítimas no local. Dekhar foi preso em um estacionamento de Bois-Colombes, cidade a cerca de 10 quilômetros a noroeste de Paris.

"Tudo demonstra a sua participação nos ataques", afirmou Valls em entrevista coletiva. O ministro também afirmou que Dekhar supostamente teria tentado suicidar-se pouco antes de ser detido, por volta das 15h (horário de Brasília).

Dekhar, também conhecido como Toumi, é um militante de extrema esquerda com uma longa ficha criminal. Ele foi condenado em 1998 a quatro anos de prisão por participação no assassinato de quatro pessoas, entre elas três policiais, mas seu DNA não estava nos arquivos da polícia porque na época a França não fazia esse tipo de registro.

A comparação do DNA do detido nesta quarta-feira com as amostras genéticas encontradas pelas autoridades francesas em vários cartuchos e no carro usado na fuga do atirador permitiu a confirmação do envolvimento do suspeito nos ataques.

"Foi necessário atuar com muito profissionalismo porque havia o temor de que ele atirasse novamente ou que tentasse se matar", declarou o ministro francês. Ainda segundo Valls, o detido não encontra-se em condições físicas para falar e será preciso "ter paciência" antes de suass motivações serem conhecidas.

CAÇADA

Desde segunda-feira, a polícia francesa analisou cerca de 1,2 milhão de dados telefônicos, além de imagens de câmeras de seguranças obtidas pelo canal de televisão BMF TV, em um "minuncioso trabalho coletivo", segundo Valls. Após divulgação das imagens das câmeras de monitoramento do metrô, algumas com o rosto do suspeito bem nítido, mais de 700 pessoas ligaram com possíveis pistas.

Na terça-feira, a polícia deteve um homem que correspondia à descrição do procurado, mas o libertou ao comprovar ele estava em uma visita médica quando o atirador disparou contra o fotógrafo do Libération. César Sebastien, atingido no tórax e no abdômen e passou por uma cirurgia de urgência durante cerca de seis horas em um hospital da capital francesa. Ele já saiu do coma induzido, mas continua recebendo tratamento intensivo.

Segundo Christian Flaesch, diretor de polícia, Dekhar foi localizado graças a informações dadas pelo homem que o deixava dormir em sua casa de vez em quando. / EFE e AP

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