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Thibault Camus/AP
Thibault Camus/AP

França confirma que atirador em escola levava uma câmera de vídeo

Autoridades francesas afirmam que ainda não sabem a identidade do criminoso

BBC Brasil, BBC

20 de março de 2012 | 07h39

PARIS - O Ministro do Interior da França, Claude Gueant, confirmou que o atirador que matou ao menos 4 pessoas em uma escola judaica na cidade de Tolouse estava portando uma câmera de vídeo no momento dos crimes.

 

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Em entrevista à radio Europe 1, nesta terça-feira, o ministro afirmou que o atirador da escola Ozar Hatorah carregava uma câmera enquanto cometia os assassinatos. A afirmação do ministro confirma relatos feitos por testemunhas do crime na cidade no sul da França.

De acordo com Gueant, ''uma testemunha contou ter visto uma pequena câmera de vídeo amarrada ao pescoço do atirador'', mas ele acrescentou que as autoridades francesas não sabem nada por enquanto sobre a identidade do criminoso.

O governo da França disse estar realizando uma das maiores caçadas humanas na história do país para tentar encontrar o assassino.

Alerta vermelho

O presidente da França, Nicolas Sarcozy, decretou ''alerta vermelho'' em todo o sudoeste da França, o mais elevado estado de alerta contra o terrorismo.

O nível de alerta permite que as autoridades imponham medidas extremas de segurança, como a realização de partulhas conjuntas feitas por policiais e militares e a concessão de poderes especiais para suspender o transporte público e fechar escolas.

Policiais estão sendo posicionados do lado de fora de escolas religiosas de diferentes credos, assim como em centros judaicos e muçulmanos.

A polícia francesa está associando os assassinatos na escola judaica de Toulouse às mortes de três soldados de ascendência norte-africana em outros dois incidentes na semana passada.

A mesma arma e a mesma motocicleta furtada foram usadas nos três ataques, segundo fontes próximas à investigação.

Um professor e três crianças foram mortos na escola Ozar Hatorah, de Toulouse, e um adolescente ficou gravemente ferido no ataque.

As investigações realizadas por cerca de 200 detetives consideram duas hipóteses principais: os ataques estão relacionados com a causa islâmica ou com a extrema-direita. Todos os incidentes ocorreram num raio de 50 km, entre as cidades de Toulouse e Montauban.

Os dois primeiros tiroteios alvejaram paraquedistas militares. O que as vítimas têm em comum é o fato de pertencerem - ou estarem associadas - a minorias étnicas ou religiosas (norte-africanos, caribenhos e judeus).

Ataques

O primeiro ataque ocorreu em 11 de março, quando Imad Ibn-Ziaten, 30, sargento da aeronáutica francesa, morreu baleado em Toulouse. Depois, em Montauban, em 15 de março, outros dois militares de origem norte-africana foram mortos a tiros. Um terceiro, das Antilhas francesas, ficou gravemente ferido.

Na ocasião, os militares - que não estavam uniformizados, nem armados - foram alvejados depois de o atirador ter, segundo testemunhas, tirado de seu caminho uma idosa.

Alguns analistas dizem temer que a França esteja sendo atacada por um extremista solitário como Anders Behring Breivik, que realizou ataques na Noruega no ano passado.

 

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