Thierry Zoccolan, Pool via AP
Thierry Zoccolan, Pool via AP

França contratará mil ‘cibersoldados’ para conter ataques virtuais

Segundo o general do departamento de ciberdefesa do país, houve 700 ações maliciosas em 2017, desde ‘incidentes menores’ até alguns ‘críticos’, e é preciso uma ‘verdadeira mobilização’ para detê-los e identificar os responsáveis

O Estado de S.Paulo

26 Janeiro 2018 | 13h55

PARIS - O Ministério da Defesa da França contratará nos próximos anos mil novos "cibersoldados", que se unirão aos 3 mil existentes, declarou o general que lidera o departamento de ciberdefesa (ComCyber), Olivier Bonnet de Paillerets, em uma entrevista publicada nesta sexta-feira, 26, no jornal Libération.

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De Paillerets detalhou que em 2017 foram detectados 700 ciberataques, que vão desde "incidentes menores" até alguns "críticos", e afirmou que é preciso uma "verdadeira mobilização" para detê-los e identificar quem está por trás deles.

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O general evitou apontar se algum Estado seria responsável pelos ataques, e se limitou a dizer que essa é uma questão "muito complexa" que representa um "desafio" para todos os países.

De Paillerets destacou que estão sendo preparados os meios para que a França possa ser uma "potência e uma ciberpotência", e por isso o Ministério da Defesa contará com € 1,6 bilhões nos próximos seis anos.

O CyberCom também é encarregado de combater casos de "desinformação", como a propaganda jihadista do grupo Estado Islâmico (EI), explicou o general.

Ele insistiu que seu departamento não realiza uma contrapropaganda e se limita a "denunciar" a situação em um tempo "extremamente curto".

No dia 12 de fevereiro, o Secretariado Geral da Defesa e da Segurança Nacional (SGDSN) publicará um manual estratégico de ciberdefesa que revelará mais detalhes sobre a resposta aos ciberataques.

Também no setor digital, o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou no início do ano uma lei para lutar contra a proliferação de notícias falsas em períodos eleitorais, como aquelas das quais ele mesmo foi alvo durante sua campanha em 2017. / EFE

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