(AP Photo/Lewis Joly)
(AP Photo/Lewis Joly)

França convoca embaixadores nos EUA e Austrália para protestar contra acordo militar

Governo de Macron expressa insatisfação com o cancelamento pela Austrália de um importante contrato de venda de armas com a França

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2021 | 18h20

PARIS - Em um sinal de agravamento da crise diplomática provocada pela aliança militar entre Estados Unidos e Austrália, a França convocou seus embaixadores em Washington e Canberra para demonstrar insatisfação com o cancelamento pela Austrália de um importante contrato de venda de armas com a França.

"A pedido do presidente da República, decidi chamar imediatamente para consultas nossos dois embaixadores nos Estados Unidos e na Austrália. Esta decisão excepcional se justifica pela gravidade excepcional dos anúncios realizados em 15 de setembro por Austrália e Estados Unidos", declarou  ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Yves Le Drian em um comunicado nesta sexta-feira, 17.

Mais cedo, o governo da Austrália prometeu trabalhar em estreita colaboração com a França.  "Entendo totalmente a decepção. Não há dúvida de que essas são questões muito difíceis de lidar", disse a ministra de Relações Exteriores australiana, Marise Payne, em Washington.

"Mas seguiremos trabalhando de forma construtiva e próxima de nossos colegas franceses", afirmou Payne no American Enterprise Institute.

Payne indicou que a Austrália reconhece o papel da França no Pacífico, inclusive os esforços conjuntos com a Nova Zelândia em termos de ajuda humanitária.

Entenda o caso

A Austrália cancelou um acordo bilionário para adquirir submarinos convencionais franceses após firmar uma nova aliança com o Reino Unido e os Estados Unidos, por meio da qual obterá submarinos de propulsão nuclear americanos.

A França ficou furiosa, acusou a Austrália de "apunhalá-la pelas costas" e disse que não confiaria mais nas negociações comerciais com o país. Também acusou os Estados Unidos de comportamento impróprio para um aliado próximo./ AFP e EFE

 

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