França critica WikiLeaks por vazar documentos diplomáticos dos EUA

Autoridades se dizem preocupadas com o perigo que divulgação de papeis representa

Efe

29 de novembro de 2010 | 08h46

PARIS - O porta-voz do governo da França, François Baroin, expressou nesta segunda-feira, 29, solidariedade com Washington após o vazamento de milhares de documentos secretos pelo site WikiLeaks, criticando o perigo que as publicações podem desencadear.

 

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"Nos solidarizamos com o governo americana e com sua vontade de evitar algo que atenta não somente contra a autoridade dos EUA, mas põe em perigo homens e mulheres que trabalharam a serviço do país", afirmou Baroin à rádio Europe 1.

 

Após mostrar "preocupação" com "a difusão de informações de caráter confidencial", o porta-voz e ministro de Orçamento garantiu que haverá colaboração com os EUA para combater "o que é uma ameaça contra a autoridade e a soberania democrática". Segundo Baroin, Washington advertiu a Paris sobre "a realidade dessas publicações".

 

Caso houvesse um "WikiLeaks francês", o ministro porta-voz disse que seria preciso ser contundente e persegui-lo nos tribunais. "A proteção dos Estados é algo sério. É a proteção de homens e mulheres, de cidadãos".

 

O WikiLeaks divulgou no domingo cerca de 250 mil documentos diplomáticos secretos dos EUA que revelaram segredos da política externa americana. Os documentos foram publicados pelos jornais The Guardian, New York Times e pela revista alemã Der Spiegel e se referem desde os anos 1960 ao início de 2010.

 

O WikiLeaks é um site que se dedica a revelar documentos militares secretos dos EUA e de outros países. Neste ano, o site divulgou cerca de 400 mil documentos secretos sobre a guerra do Iraque. Antes disso, o WikiLeaks já havia divulgado 90 mil relatórios confidenciais sobre abusos cometidos no Afeganistão.

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