França defende atuação de tropas na Costa do Marfim

A França defendeu-se das acusações de uso excessivo da força feitas por autoridades da Costa do Marfim e alguns cidadãos ocidentais retirados da nação africana. Forças francesas agiram para proteger estrangeiros de uma multidão violenta durante cinco dias de tumulto no país, uma ex-colônia da França.O chefe das Forças Armadas francesas, general Henri Bentgeat, reconheceu que soldados franceses na Costa do Marfim abriram fogo para manter à distância o que chamou de "um bando de saqueadores, estupradores e pessoas incontroláveis ou manipuladas" que atacavam estrangeiros na capital econômica do país, Abidjã.Segundo o general, os franceses fizeram "absolutamente o mínimo" em legítima defesa, e "um número muito grande" de vítimas morreu atingido por tiros disparados por membros da própria multidão. Pelo menos três mulheres européias foram estupradas durante os tumultos, disse Catherine Rechenmann, representante da comunidade francesa na Costa do Marfim.O ministro da Reconciliação Nacional da Costa do Marfim, Dano Djedje, reagiu com irritação aos comentários do general francês. "A França usou de violência extrema contra manifestantes desarmados... E deveria assumir a responsabilidade", disse ele. O porta-voz do governo da costa do Marfim, Desire Tagro, alegou que 62 partidários do governo foram mortos no conflito iniciado quando um ataque aéreo marfinense matou nove franceses. Em resposta, a França destruiu a Força Aérea da Costa do Marfim, detonando uma onda de protestos populares.

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