França defende que EUA fixem datas para retirada do Iraque

O ministro do Exterior francês, Philippe Douste-Blazy, mostrou-se nesta quarta-feira a favor de que os EUA fixem um calendário para a retirada de suas forças do Iraque, para que o país árabe possa agir "de forma soberana". Em declarações à rede "France 2", Douste-Blazy qualificou de "necessário" que os americanos estabeleçam esse calendário para retirar suas tropas do Iraque, e ressaltou que o assunto do mandato das forças estrangeiras será levado em breve a debate no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Neste momento, "há um ocupante e um ocupado" no Iraque, segundo Douste-Blazy, cujo país não tem soldados em território iraquiano e foi um dos mais firmes opositores à intervenção militar estrangeira em 2003. O ministro francês reconheceu que uma retirada imediata americana "poderia ser pior", mas é conveniente ter um calendário, no momento em que a maioria democrata no Congresso dos EUA coloca abertamente ao presidente americano, o republicano George W. Bush, a necessidade de estabelecer um prazo para a saída. A vitória dos democratas nas legislativas fez com que, "pela primeira vez", os EUA tivessem um debate sobre sua presença no Iraque. O jornal Le Figaro cita fontes diplomáticas francesas ao informar hoje do temor de que os EUA pressionem a Europa para que aumente sua presença militar no Iraque, a fim de compensar a saída de suas forças. Sobre isso, a França só estaria disposta a aumentar sua cooperação no âmbito da economia ou da formação, segundo as fontes.

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