Luc Gnago/Reuters
Luc Gnago/Reuters

França descarta organizar intervenção militar no Mali

País alerta para o fato de haver seis reféns franceses nas mãos da Al-Qaeda no Magreb Islâmico

AE, Agência Estado

02 de abril de 2012 | 09h33

DACAR, SENEGAL - O ministro de Relações Exteriores da França, Alain Juppé, disse nesta segunda-feira, 2, que a situação no Mali está se "deteriorando rapidamente", mas descartou o envio de soldados para a ex-colônia francesa. "A situação é perigosa e é por isso que eu peço a todos os cidadãos, cuja presença não seja essencial, que deixem o país", declarou Juppé em Dacar.

Segundo ele, o fato de haver seis reféns franceses nas mãos da Al-Qaeda no Magreb Islâmico mostra que "somos claramente um alvo". "Nós podemos ajudar com logística ou treinamento, mas não há possibilidade de enviarmos soldados franceses para o território malinês."

A França, que tem soldados estacionados em Dacar e na Costa do Marfim, tentou duas vezes intervir para salvar os reféns, mas os resultados foram desastrosos.

Em julho de 2010, um refém francês foi morto em retaliação a uma fracassada tentativa de resgate. Em janeiro de 2011, dois franceses foram mortos no deserto malinês, quando forças especiais francesas e do Níger tentaram salvá-los.

Moradores de Timbuktu, no norte do Mali, disseram nesta segunda-feira que a bandeira negra da facão islamita Ansar Dine tremula sobre a cidade, que no domingo caiu em mãos rebeldes.

 

As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
MaligolpeFrançaintervenção

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.