França: direitos de Israel não justificam 'carnificina'

O direito a segurança de Israel não justifica o "massacre" de civis, disse o ministro das Relações Internacionais francês, Laurent Fabius, neste segunda-feira, em um tom severo que não costuma utilizar contra o aliado. Para o presidente da França, François Hollande, o conflito na Faixa de Gaza evidencia a impossibilidade de se manter neutro diante do caso.

Estadão Conteúdo

04 de agosto de 2014 | 14h40

"Quantos mais precisarão morrer para que se pare o que só pode ser chamado de carnificina em Gaza? A tradição de amizade entre a França e Israel é antiga e o direito de Israel buscar sua segurança é total, mas esse direito não justifica o assassinato de crianças e o massacre de civis", afirmou Fabius.

O conflito em Gaza, que chega à sua quarta semana, matou mais de 1,8 mil palestinos e cerca de 60 israelitas.

Segundo o ministro francês, é necessário um cessar-fogo na região, acompanhado de uma solução bilateral entre Israel e a Palestina. O diálogo entre os países "deveria ser imposto pela comunidade internacional porque, apesar das inúmeras tentativas, os dois lados se mostraram incapazes de concluir as negociações", disse Fabius.

No seu discurso comemorando o centésimo aniversário do começo da I Guerra Mundial, o presidente da França disse que as guerras eclodindo nas proximidades da Europa colocam a neutralidade dos países em questão. François Hollande lembrou os casos da Ucrânia, do Iraque, da Síria, do Líbano e de Gaza.

"Como podemos nos manter neutros quando, na Faixa de Gaza, um conflito mortal resiste há quase um mês?", questionou Hollande. "Somos obrigados a agir." Fonte: Associated Press

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