França diz não ter recebido reivindicações sobre refém da Al-Qaeda

Michel Germaneau estava em poder da rede desde abril e teria sido executado neste domingo

Efe,

25 de julho de 2010 | 18h55

PARIS- O Ministério de Exteriores francês não recebeu nenhuma petição expressa da Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI) para libertar o refém francês sequestrado pela rede extremista no mês de abril, informou neste domingo, 25, a imprensa francesa.

 

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"Desde o sequestro de nosso compatriota, os sequestradores, apesar dos esforços das autoridades francesas, rechaçaram todo o diálogo e não formularam nenhuma reivindicação precisa", disseram fontes diplomáticas francesas citadas pelo canal TF1.

 

Em 14 de maio, os extremistas divulgaram um vídeo mostrando Michel Germaneau, de 78 anos, e referiram-se a uma troca de prisioneiros, sem fornecer mais detalhes sobre seus pedidos.

 

Os terroristas deram um ultimato com prazo até hoje, ou do contrário matariam o cidadão francês, como foi anunciado hoje pelo canal árabe Al-Jazira.

 

Segundo fontes do Ministério de Defesa francês, militares franceses deram apoio técnico e logístico a uma operação do Exército mauritano em Mali na última quinta para tentar libertar o refém, sem sucesso.

 

Uma operação militar individual da Mauritânia contra os terroristas concluída ontem deixou seis militantes mortos, e os sequestradores de Germaneau o executaram em resposta às baixas, de acordo com mensagem transmitida hoje pela rede terrorista.

 

Dois espanhóis, Albert Vilalta e Roque Pascual, permanecem em poder do braço da Al-Qaeda no Magreb. Eles foram sequestrados na Mauritânia em um comboio humanitário com destino ao Senegal. Suspeita-se que eles estão em cativeiro no norte do Mali, onde a AQMI tem bases.

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