França diz que acabou crise da dívida na zona do euro

O presidente francês, François Hollande, disse neste sábado, 8, que a crise de dívida na zona do euro acabou, mas reconheceu que medidas para impulsionar o crescimento e a competitividade na região precisam ser tomadas. Em um discurso no fim de sua visita ao Japão, Hollande afirmou a líderes empresariais japoneses que a crise de dívida potencialmente destrutiva serviu para fortalecer a Europa e promover uma integração maior entre as 17 economias que utilizam o euro como moeda.

ASSOCIATED PRESS, Agência Estado

08 Junho 2013 | 17h01

De acordo com ele, autoridades estão desenvolvendo ferramentas para garantir maior estabilidade e solidariedade, incluindo uma "união bancária" e regras orçamentárias. "O que vocês precisam entender aqui no Japão é que a crise na Europa terminou. E que podemos trabalhar juntos, França e Japão, para abrir novas portas para o progresso econômico", disse o presidente em evento no Hotel Imperial organizado pelo jornal Nikkei.

Ainda que a crise na zona do euro, que eclodiu no fim de 2009, tenha melhorado, a economia da região encolheu por seis trimestres consecutivos e a taxa de desemprego atingiu 12,2%, nível mais alto desde que o euro foi introduzido em 1999.

Hollande afirmou ainda que a Europa precisa colocar mais ênfase na adoção de medidas para promover o crescimento e a competitividade, "de modo que possamos ter uma presença melhor no mundo." Ele também ressaltou sua proposta para criar um governo econômico comum para a zona do euro, que se encarregaria da política econômica.

O presidente francês classificou o Japão como um "parceiro excepcional" e pediu que ambos os países invistam mais um no outro. As exportações anuais da França para o Japão somam cerca de 7,5 bilhões de euros (US$ 9,8 bilhões), enquanto as importações atingem pouco mais 9 bilhões de euros.

Hollande acrescentou que algumas pessoas podem ter a impressão de que a França e o Japão são nações que deixaram os melhores anos para trás, mas eles estão enganados. "Nós não achamos que somos países do passado. Nós devemos liderar a economia global", disse ele.

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