França é contra ataque a outro país

O ministro da Defesa da França, Alain Richard, disse hoje que não vê razão para uma expansão da campanha militar internacional contra o terrorismo. "Não acreditamos que ações militares contra outros países serão iniciadas neste momento", afirmou Richard depois de um encontro com seu colega búlgaro, Nikolai Svinarov, em Sófia. Entretanto, Richard disse que a França apoiaria tal ação no caso de haver provas de que um outro país estivesse apoiando a Al-Qaeda, a rede terrorista liderada por Osama bin Laden. "As evidências que temos mostram que nenhuma outra nação se transformou em um aliado ativo desta organização", disse o ministro francês. Liga Árabe Também hoje, a Liga Árabe apelou aos Estados Unidos para que não ataquem o Iraque, afirmando que tal ação poderia resultar "desastrosa". Falando do Cairo, o secretário-geral da liga, Amr Moussa, reiterou que qualquer ataque contra um país árabe poderia ter "repercussões perigosas" e poderia mudar o clima político na região. A Jordânia também apelou hoje para que Washington não ataque o Iraque. "A Jordânia rejeita o uso de força e a interferência externa no Iraque", afirmou o porta-voz do Ministério de Estado Saleh Qallab. Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, alertou o presidente iraquiano Saddam Hussein de que ele deveria permitir a entrada de inspetores da ONU no Iraque para "provar ao mundo que o país não desenvolve armas de destruição em massa". Leia o especial

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