França e EUA chegam a acordo para cessar-fogo; Líbano rejeita proposta

As partes envolvidas nos esforços diplomáticos para uma plano de cessar-fogo no Líbano chegaram a um acordo nesta quinta-feira, mas a proposta foi prontamente rejeitada pelo chefe da diplomacia libanesa, Fawzi Sallukh, informou a agência de notícias France Presse. Segundo informaram os sites da rede de TV americana CNN e o jornal israelense Haaretz, o pacote de medidas para por fim ao combates entre Israel e o Hezbollah pavimenta o caminho para a colocação de tropas internacionais no sul do Líbano. O ponto central da nova proposta é um pedido para uma retirada "progressiva" das tropas de Israel do sul do Líbano, informou um fonte do alto escalão libanês ao Haaretz. Paralelamente, o Exército libanês e contingentes reforçados das Forças Interinas das Nações Unidas no Líbano (Unifil) ocupariam o sul do Líbano, expulsando os guerrilheiros do Hezbollah para o norte do país. Um dos impasses que dificultavam a confirmação do acordo era o momento em que as tropas de paz seriam mandadas para a região. No entanto, de acordo com a France Presse, o Líbano não aceita a proposta porque texto não prevê "um cessar-fogo imediato". Em entrevista à rede de TV catariana Al-Jazira, Sallukh disse ter recebido as versões da proposta dos Estados Unidos e da França, mas "nenhum dos textos responde às aspirações libanesas".Antes de anunciada a negativa libanesa, a previsão era de que o Conselho de Segurança da ONU iniciaria na sexta-feira as discussões para a aprovação da nova proposta, que foi aceita tanto pelos Estados Unidos quanto pela França. Os dois países vinham negociando o texto desde o último final de semana, quando uma primeira versão do rascunho foi aprovada.Ainda segundo o Haaretz e a CNN, o texto passará por retoques finais antes de ser encaminhado aos demais membros do Conselho de Segurança da ONU, que devem votar a resolução na sexta-feira.O acordo vem em meio a pressões do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, para que Conselho de Segurança aprove até o final de semana um plano de paz para parar "o pesadelo" imposto a civis israelenses e libaneses desde o início do conflito, no dia 12 de julho, quando o Hezbollah capturou dois soldados israelenses e matou outros três em uma investida contra o norte de Israel. Versão oficialOficialmente, os diplomatas do Conselho de Segurança dizem que ainda há divergências e assuntos delicados a serem resolvidos, mas o embaixador americano na ONU, John Bolton, não descartou em seus pronunciamentos a possibilidade de os problemas serem resolvidos ainda nesta quinta-feira. "Nós estamos progredindo, e é inteiramente possível que votemos a resolução na sexta-feira", disse Bolton depois de uma reunião com seu homólogo francês, Jean-Marc de La Sablière. "Fechamos alguns dos pontos de desacordo com os franceses", completou.Em Jerusalém, o primeiro-ministro isralense, Ehud Olmert, disse que a nova proposta "é significativo e pode significar um fim para a guerra".Mais cedo nesta quinta-feira, Olmert havia anunciado que Israel diminuiria a intensidade dos ataques contra alvos do Hezbollah com o objetivo de dar chances para que o processo diplomático leve a um cessar-fogo na região. Texto e título atualizados às 20h55

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