Arte/estadao.com.br
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França e EUA defendem 'resposta unânime' à Coreia do Norte

Pyongyang lança foguete que pode carregar míssil e agrava tensão com países vizinhos; começa reunião da ONU

Agências internacionais ,

05 de abril de 2009 | 17h01

O Conselho de Segurança da ONU começou a discutir na tarde deste domingo, 5, a crise criada pelo lançamento de um foguete norte-coreano de longo alcance com o pedido de França e Estados Unidos para uma "resposta unânime" a Pyongyang. "O lançamento da Coreia do Norte é uma ameaça à estabilidade da região. O Conselho de Segurança deve atuar de forma unânime e condenar a provocação norte-coreana", disse à imprensa pouco antes do início da reunião o embaixador da França da ONU, Jean Murice Ripert.

 

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Da mesma forma, a embaixadora dos Estados Unidos no organismo internacional, Susan Rice, disse que Washington é favorável a que se "chegue a um acordo para uma resposta coletiva firme" sobre a atitude da Coreia do Norte.

 

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, passou a manhã deste domingo, 5, fazendo contatos diplomáticos para construir um consenso internacional para condenar o lançamento de um foguete pela Coreia do Norte. 

 

A chefe da diplomacia americana falou por telefone com chanceleres da Rússia, China e do Japão. Mais próximos de Pyongyang do que EUA, Japão e Coreia do Sul, Pequim e Moscou pediram calma após o lançamento do foguete. Os países ocidentais desconfiam que o lançamento seja um disfarce para testar mísseis balísticos intercontinentais.

 

Repercussão

Hillary está na Europa, onde participou ao lado do presidente Barack Obama de uma conferência com líderes da União Europeia em Praga, capital da República Tcheca. Em discurso nesta manhã, Obama criticou os norte-coreanos.

"A Coreia do Norte quebrou as regras novamente. Esta violação deve ser punida e receber uma resposta enérgica da comunidade internacional", disse o presidente americano. Obama ainda acusou Pyongyang de ignorar suas obrigações internacionais. " O país deu as costas aos pedidos de moderação e se isolou ainda mais", completou.

A Coreia do Sul qualificou o lançamento do foguete como um ato imprudente. Para o Japão, a atitude norte-coreana foi extremamente lamentável. A União Europeia condenou com firmeza o teste.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que é sul-coreano, disse que o lançamento não era propício para a estabilidade mundial e pediu que Pyongyang retome a negociação das seis partes, que envolve Japão, China, Rússia, EUA e Coreia do Sul.

O enviado especial do governo americano para o país, Stephen Bosworth, também pediu a retomada das negociações para encerrar o programa nuclear norte-coreano, interrompidas desde o final do ano passado.

O foguete foi lançado de uma base no nordeste da Coreia do Norte nesta madrugada. O governo local sustenta que o dispositivo carregava um satélite de comunicações, que teria sido colocado em órbita com sucesso. Fontes militares dos EUA e da Coreia do Sul, no entanto, não identificaram nenhum novo satélite orbitando a Terra.

 

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