REUTERS / Bassam Khabieh
REUTERS / Bassam Khabieh

França e EUA dizem que não tolerarão impunidade com uso de armas químicas na Síria

Durante uma conversa por telefone, Emmanuel Macron e Donald Trump ressaltaram a necessidade de a Rússia pressionar o regime sírio para que ele expresse o compromisso de respeitar a resolução do Conselho de Segurança da ONU

O Estado de S.Paulo

02 Março 2018 | 09h53

PARIS - França e EUA “não tolerarão a impunidade" no caso de uso comprovado de armas químicas na Síria, afirmou a presidência francesa em um comunicado divulgado após uma conversa por telefone entre os presidentes Emmanuel Macron e Donald Trump.

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Durante a conversa com o americano, Macron "enfatizou que vai existir uma resposta firme, caso seja comprovado o uso de armas químicas que provoquem a morte de civis, em coordenação com nossos aliados americanos", afirmou a presidência francesa.

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Os dois líderes "exigiram" ainda "a aplicação imediata da resolução 2401 votada por unanimidade pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas".

Na semana passada, o Conselho de Segurança da ONU adotou por unanimidade uma resolução que exige um cessar-fogo humanitário "imediato" de um mês na Síria, mas as tropas sírias e russas continuaram bombardeando o enclave rebelde de Ghouta Oriental na quinta-feira.

Diante dessa situação, Macron e Trump destacaram a “necessidade de que a Rússia exerça de maneira inequívoca a máxima pressão sobre o regime de Damasco, para que este expresse claramente seu compromisso de respeitar a resolução do Conselho de Segurança".

Os presidentes afirmaram também que "vão trabalhar juntos para a aplicação da resolução 2401 para que haja um cessar das hostilidades, que se encaminhe ajuda humanitária e se retire doentes e feridos".

A ONG francesa União de Atenção Médica e Organizações de Socorro afirmou em um encontro com a imprensa, em Genebra, que houve entre cinco e seis ataques com gás cloro em Ghouta Oriental "nos últimos quatro ou cinco meses".

O Exército sírio negou as acusações e afirmou que foram "grupos terroristas" que atuaram na região, segundo a agência de notícias oficial síria Sana.

Apoiado militarmente pela Rússia, desde 2015 o governo sírio tenta recuperar o território rebelde, área de lançamento de obuses contra Damasco. Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), 613 civis, entre eles 150 crianças, morreram pelos bombardeios do regime. / AFP e EFE

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