Pascal Guyot/AFP
Pascal Guyot/AFP

França e Holanda voltam às aulas dia 11 de maio, mas com restrições 

Retorno será gradual e lento nos dois países; Áustria, Alemanha e Dinamarca já retomaram ano letivo

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2020 | 18h43

PARIS - Enquanto ainda traçam um plano para a reabertura econômica em meio à pandemia de coronavírus, Holanda e França já têm uma data para as crianças e jovens começarem a voltar às aulas: 11 de maio. Os dois países seguirão caminhos semelhantes, com as crianças e adolescentes voltando às salas de aula gradativamente. Em outros países da Europa, como Alemanha e Noruega, com algumas diferenças, o processo de volta às aulas foi retomado na segunda-feira. 

O governo holandês anunciou que as crianças do ensino fundamental voltarão às salas de aula em meio período a partir de 11 de maio, mas treinamentos esportivos já poderão ser feitos a partir do dia 29. O governo pediu ainda que os estudantes e escolas de ensino médio se preparem para retornar às aulas em 2 de junho. Em todos os casos, os alunos deverão obedecer as regras de distanciamento social. 

Esse é o primeiro relaxamento das medidas restritivas adotadas para conter o avanço do coronavírus no país. Restaurantes, cafés e bordéis permanecerão fechados até 19 de maio. Os tradicionais cafés de maconha, fechados em março, foram autorizados a operar apenas para entregas a domicílio. 

Na França, também a partir de 11 de maio, as crianças voltarão à escola em etapas e em turmas menores para reduzir o risco de contágio, segundo explicou nesta terça-feira, 21, o ministro da Educação, Jean-Michel Blanquer. Embora os tamanhos das classes possa variar de escola para escola, do ensino fundamental e médio, elas não ultrapassarão 15 alunos por turma, o que corresponde à metade de uma sala atual. 

A retomada das aulas terá início com as escolas de ensino primário, com as crianças mais novas, e as instituições terão alguma flexibilidade para implementar esse retorno. No dia 18 de maio, será a vez de algumas escolas do ensino médio – o objetivo é que a maior parte do sistema escolar esteja em funcionamento novamente na semana de 25 de maio. Tudo, segundo o ministro, será discutido com as autoridades locais, sindicatos de professores, federações de pais e órgãos de orientação educacional. 

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse que é importante reiniciar a escola o mais rápido possível para crianças de famílias de baixa renda, que têm menos apoio à aprendizagem em casa e baixo acesso à tecnologia para a educação. As universidades francesas permanecerão fechadas até depois do verão.

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A Áustria, que está desde a semana passada na primeira fase de seu ‘desconfinamento’, anunciou que a volta gradual às aulas coincidirá com a reabertura de restaurantes e outros locais dedicados à gastronomia, em 15 de maio, sempre com a exigência de manter o distanciamento entre as pessoas. O plano apresentado pelo governo de democratas cristãos e ecologistas também prevê a reabertura gradual dos colégios a partir de meados de maio. Mais detalhes serão explicados na sexta-feira. 

Na Alemanha, os alunos mais velhos voltaram às aulas na segunda-feira para fazer os exames finais e escrever seus trabalhos sob rígidas regras de distanciamento social. 

Na Noruega, apesar de alguma relutância, os jardins de infância e creches reabriram suas portas também na segunda-feira, em um retorno tímido à vida normal diante da nova epidemia de coronavírus.

Os pequenos chegavam em ordem e no horário programado por cada um dos maternais que decidiram reabrir no país e eram recebidos por seus funcionários. A entrada aos edifícios está fechada ao público para limitar o risco de contágio. 

Na Dinamarca, a suspensão das restrições começou em 15 de abril, com a reabertura de creches e escolas primárias, mas não é sinônimo de relaxamento. Os dinamarqueses são orientados a manter o distanciamento; reuniões com mais de dez pessoas estão proibidas; bares, restaurantes, estabelecimentos esportivos e lugares públicos estão fechados pelo menos até 10 de maio.

Em outros locais, a volta às aulas ainda é possibilidade distante. No Reino Unido, o Ministério da Educação informou que ainda não havia sido tomada nenhuma decisão. 

Espanha e Itália, os dois países mais atingidos pela pandemia na Europa, não esclareceram ainda quando retomarão as aulas. A partir da próxima segunda-feira, na Espanha, o governo permitirá que as crianças saiam para acompanhar os pais em idas ao supermercado ou farmácia. Na Itália, o primeiro-ministro, Giuseppe Conte, afirmou que o país começará a afrouxar o isolamento do coronavírus em 4 e maio, mas não deu nenhum detalhe específico sobre quais negócios terão permissão de reabrir primeiro ou previsão da volta às aulas. / REUTERS, AFP e EFE 

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