França e Índia se unem por luta antiterror e cooperação nuclear

Presidente francês visita o país, onde assina acordos para troca de presos e construção de reator atômico

Efe,

25 de janeiro de 2008 | 11h23

A Índia e a França estão dispostas a fortalecer a luta contra o terrorismo e a cooperar no âmbito da energia nuclear civil, afirmaram nesta sexta-feira, 25, o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy.   Sarkozy viaja para Índia sem a namorada Carla Bruni   "A Índia é a maior democracia do mundo. O fundamentalismo islâmico existe na Índia e também na Europa. Na luta contra o fundamentalismo, podemos contribuir muito um ao outro", disse Sarkozy, que está em visita ao país asiático, em entrevista coletiva conjunta.   O presidente francês chegou nesta sexta à Índia para participar como convidado de honra no desfile indiano do Dia da República, que acontecerá em Nova Délhi no sábado.   A visita de Sarkozy serviu para a assinatura de acordos bilaterais referentes à cooperação na defesa lateral, troca de presos, ajuda ao desenvolvimento, e construção de um laboratório científico e um reator nuclear.   "O encontro foi muito produtivo. Conversamos sobre comércio, defesa, educação, pesquisa, tecnologia aeroespacial e energia nuclear civil", disse Singh.   A cooperação nuclear civil concentrou grande parte das conversas entre os dois líderes, já que a França espera tirar benefícios de um possível acordo da Índia com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).   O país asiático, que possui arsenal atômico e não assinou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), chegou no ano passado a um acordo de cooperação nuclear civil com os Estados Unidos, que ainda precisa da ratificação e que a AIEA dê sinal verde.   "A Índia nunca contribuiu para a proliferação nuclear e separou a energia em matéria civil da defensiva. Respeita uma moratória de armas nucleares e está disposta a satisfazer as condições fixadas pela AIEA", defendeu Sarkozy.   Antes de se reunir com os líderes políticos dos principais partidos e com a presidente indiana, Pratibha Patil, Sarkozy disse que seu país defende a incorporação da Índia no Conselho de Segurança da ONU de forma permanente.

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