França e Reino Unido defendem sanções contra Mianmar

Chancelaria dos dois países assinam artigo dizendo que população não deve ser penalizada por ações da junta

Efe,

15 de outubro de 2007 | 08h52

Os ministros de Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, e do Reino Unido, David Miliband, defenderam em artigo publicado nesta segunda-feira, 15, a adoção conjunta de sanções contra Mianmar (antiga Birmânia) para forçar a evolução do país em direção à democracia.   Kouchner e Miliband assinara, conjuntamente o texto no International Herald Tribune. Os ministros se reúnem com outros líderes da chancelaria de outros países da União Européia nesta segunda em Bruxelas para, entre outros assuntos, estudar o caso de Mianmar e fixar sanções.   No artigo, os dois ministros defendem uma pressão internacional sobre o regime militar birmanês de modo que sejam seus integrantes os penalizados, e não a população. "Precisamos levar em conta um pacote de medidas dirigidas à população birmanesa e que permita ao regime mostrar a vontade de reconciliação", afirmam. "Enquanto isso, manteremos a ajuda humanitária à população para aliviar seu sofrimento", dizem Miliband e Kouchner.   A UE já aplica sanções à junta birmanesa desde 1996 e, renovadas anualmente, elas representam o veto aos vistos e o congelamento de capitais na Europa de 386 autoridades governamentais, policiais e empresariais do país.

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