Patrick HERTZOG / AFP
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Autor do ataque em feira de Estrasburgo gritou 'Alá é grande', diz procurador

Responsável pela divisão antiterrorista da França, Remy Heitz, disse também que quatro pessoas próximas ao suspeito foram detidas para interrogatório; ministro do Interior informou que nível de alerta foi alerta elevado e implica em 'vigilância extrema'

O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2018 | 04h00
Atualizado 12 de dezembro de 2018 | 15h55

ESTRASBURGO - O atirador que deixou 3 mortos e 13 feridos - 6 em estado grave - em Estrasburgo na terça-feira gritou "Allahu Akbar" ("Alá é grande) enquanto atirava, disse o procurador francês antiterrorista Remy Heitz, citando testemunhas. 

Em entrevista, o promotor disse que quatro pessoas "próximas" do principal suspeito, Chérif C., foram detidas durante a noite para interrogatório nesta cidade do leste da França. O suspeito tem 29 anos, nasceu na própria cidade, era radicalizado e tinha antecedentes criminais, segundo a fonte.

A divisão antiterrorismo da procuradoria de Paris investiga o ataque como "assassinato relacionado com projeto terrorista e associação criminosa para preparar crimes contra pessoas".

Ele "semeou o terror", de acordo com o ministro do Interior, Christophe Castaner, ao abrir fogo contra a multidão na terça-feira por volta das 20 horas (17 horas de Brasília) no centro de Estrasburgo.

"Durante o ataque, disparou várias vezes com uma arma e usou uma faca com a qual feriu seriamente e também causou a morte", explicou Heitz.

O suspeito tinha vários antecedentes por "delitos comuns, basicamente roubos e agressões", completou o procurador antiterrorista, segundo o qual o rapaz já havia sido condenado 27 vezes, especialmente na França, mas também na Alemanha e na Suíça.

Na busca pelo autor do ataque, foram mobilizados 350 policiais e gendarmes, apoiados por dois helicópteros e soldados da operação militar de vigilância antiterrorista da Força Sentinelle.

Alerta

Castaner anunciou nesta quarta que o governo decidiu reforçar seu nível de alerta antiterrorista após o ataque no centro de Estrasburgo.

Castaner explicou que o alerta atingiu um nível de "urgência por atentado" com um controle reforçado nas fronteiras, aumento dos controles no conjunto de mercados de Natal e uma mobilização ainda maior do dispositivo antiterrorista em todo o território.

Até agora, o alerta estava em um nível de segurança reforçado por risco de ataque devido a uma situação de ameaça terrorista elevada. O novo status implica vigilância extrema e é aplicado em caso de ameaça iminente ou após um ataque.

Castaner acrescentou que, nesta quarta, estão proibidas todas as manifestações em Estrasburgo para facilitar o trabalho das autoridades.

Os colégios na região funcionarão normalmente, embora o ministro tenha ressaltado que os pais, se desejarem, podem deixar seus filhos em casa. Mais cedo, o prefeito de Estrasburgo, Roland Ries, afirmou que as aulas das creches e ensino fundamental foram suspensas no período da manhã.

A Promotoria Antiterrorismo de Paris assumiu a investigação do caso. O atirador será acusado por homicídio e tentativa de homicídio relacionada a uma organização terrorista, assim como por associação terrorista criminosa. / AFP e EFE



ESTRASBURGO - O ministro do Interior da França, Christophe Castaner, anunciou nesta quarta-feira, 12, que o governo decidiu reforçar seu nível de alerta antiterrorista após o tiroteio no centro de Estrasburgo, que deixou três mortos e 12 feridos.

Castaner explicou que o alerta atingiu um nível de "urgência por atentado" com um controle reforçado nas fronteiras, aumento dos controles no conjunto de mercados de Natal e uma mobilização ainda maior do dispositivo antiterrorista em todo o território.

Até agora, o alerta estava em um nível de segurança reforçado por risco de ataque devido a uma situação de ameaça terrorista elevada. O novo status implica vigilância extrema e é aplicado em caso de ameaça iminente ou após um ataque. 

Castaner acrescentou que, nesta quarta, estão proibidas todas as manifestações em Estrasburgo para facilitar o trabalho das autoridades.

Na busca pelo autor do ataque, foram mobilizados 350 policiais e gendarmes, apoiados por dois helicópteros e soldados da operação militar de vigilância antiterrorista da Força Sentinelle.

Os colégios na região funcionarão normalmente, embora o ministro tenha ressaltado que os pais, se desejarem, podem deixar seus filhos em casa. Mais cedo, o prefeito de Estrasburgo, Roland Ries, afirmou que as aulas das creches e ensino fundamental estariam suspensas no período da manhã.

A Promotoria Antiterrorismo de Paris assumiu a investigação do caso. O atirador será acusado por homicídio e tentativa de homicídio relacionada a uma organização terrorista, assim como por associação terrorista criminosa.

O autor do ataque, um homem que tinha sido condenado na França e Alemanha por crimes comuns, ainda não foi localizado. \ EFE

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