França em alerta após revista publicar cartuns de Maomé

A França aumentou a segurança em algumas de suas embaixadas nesta quarta-feira, após uma revista satírica parisiense ter publicado caricaturas do profeta Maomé. O primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault afirmou também que será bloqueada uma manifestação de pessoas indignadas com o filme ofensivo ao Islã "A inocência dos muçulmanos", que causou episódios de violência em diversos países.

AE, Agência Estado

19 de setembro de 2012 | 08h45

O governo defendeu o direito da revista Charlie Hebdo de publicar os cartuns e tropas de choque posicionaram-se no lado de fora da sede da redação, que foi atacada no ano passado após ter lançado uma edição que satiriza o Islã radical.

O Ministério de Relações Exteriores da França emitiu nesta quarta-feira um alerta para que franceses em países muçulmanos exerçam "grande vigilância", evitando encontros públicos e locais religiosos ou que representem o Ocidente. O ministro de Relações Exteriores do país, Laurent Fabius, afirmou que serão fechadas as representações diplomáticas e escolas francesas localizadas em cerca de 20 países na sexta-feira, pois protestos em países islâmicos geralmente acontecem após as orações de sexta-feira.

Autoridades do governo e líderes muçulmanos pediram calma na França, país que tem a maior população islâmica da Europa Ocidental. O CFCM, organização que congrega diversas grupos muçulmanos franceses, disse em comunicado que os fiéis "não devem ceder à provocação (...) e expressar sua indignação em paz, através de meios legais". As informações são da Dow Jones e Associated Press.

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