Nadine Achoui-Lesage/AP
Nadine Achoui-Lesage/AP

França espera que muitas cidades dos EUA sigam na luta contra o aquecimento global

Primeiro ministro do país disse que decisão de Trump de retirar o país do Acordo de Paris é "calamitosa"

O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2017 | 04h34

PARIS - O primeiro ministro francês, Édouard Philippe, afirmou nesta sexta-feira, 2, que a decisão de Donald Trump de deixar o Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas é "calamitosa", mas se mostrou convencido de que muitas cidades dos Estados Unidos vão continuar com ações contra o aquecimento o global. 

"Há um enorme número de prefeitos nos EUA que vão querer seguir trabalhando conosco", afirmou Philippe em uma entrevista à emissora de rádio RTL. Ele considerou que a posição de Trump "abre uma fase de consternação mas também de resolução", e em última instância, "reforça a urgência da ação e a necessidade" de manter a perspectiva coletiva. 

Afirmou que a questão das mudanças climáticas é essencial e "todo mundo sabe dos esforços consideráveis que terão de ser feitos". "O presidente dos Estados Unidos decide retirar-se ciente disso e indica ao mundo que quer resolver os problemas sozinho". 

O chefe de estado francês, Emmanuel Macron, reagiu já na noite de quinta ao dizer que os EUA "davam as costas ao mundo" e que Paris "não renegociará um acordo menos ambicioso em nenhum caso". Convidou ainda "todos os cientistas, investidores e cidadãos" que estejam envolvidos na luta contra as mudanças climáticas a trabalhar na França. 

Um dos idealizadores e principais defensores do Acordo de Paris, o ex-ministro das Relações Exteriores Laurent Fabius, disse que a atitude dos EUA é um "grande erro". Em entrevista ao canal France 2, Fabius, que foi presidente da cúpula do clima do Paris, criticou "o grande número de mentiras" dito sobre aquecimento global por Trump e afirmou que "a única reação é a mobilização mundial". / EFE 

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