Benoit Tessier/Reuters
Benoit Tessier/Reuters

França está longe de sua meta de reduzir infecções a 5 mil por dia, diz autoridade

Essa foi a condição imposta pelo presidente Emmanuel Macron para permitir a saída do confinamento em 15 de dezembro  

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de dezembro de 2020 | 18h46

PARIS - As autoridades de saúde francesas confirmaram nesta segunda-feira, 7, que o país está longe de reduzir para menos de 5 mil casos de contágio de coronavírus por dia, condição imposta pelo presidente, Emmanuel Macron, para permitir a saída do confinamento em 15 de dezembro.

O diretor-geral de Saúde, Jérôme Salomon, explicou em entrevista coletiva que, depois de apontar uma redução significativa das infecções, que no final de outubro chegaram a quase 60 mil diárias, o país estagnou em torno de 10 mil ao dia. “Se as condições atuais continuarem, será muito difícil atingir essa meta” de 5 mil novos casos por dia, admitiu. 

Nesse contexto, Salomon alertou para "um alto risco de rebote epidêmico", apesar dos esforços do confinamento imposto em 30 de outubro, que desde o fim de novembro foi amenizado com uma reabertura progressiva de lojas, com exceção de bares, restaurantes, ginásios e casas de shows.

Além disso, informou que neste momento existem 26.365 pacientes de coronavírus em hospitais, dos quais 3.198 estão em estado grave em UTIs, o que representa um aumento de 3.411 pacientes em 24 horas.

“Temos de observar a evolução nos próximos dias. O vírus continuará a circular”, acrescentou o diretor-geral de Saúde, que anunciou que o inverno (no norte) será “muito difícil” na França devido ao clima frio e úmido e às férias de fim de ano, que tornam maior o medo de infecções entre as famílias.

“Faço um apelo por responsabilidade e por proteção das pessoas mais frágeis”, disse Salomon. Ele lembrou que as vacinas, que provavelmente começarão a ser aplicadas ainda este mês na França, não farão efeito “durante muitos meses”.

Como acrescentou, o governo encontra-se ainda na primeira fase de análise dos números após o levantamento de algumas restrições, que poderão ser ampliadas a partir de 15 de dezembro, como a reabertura dos cinemas e a mudança de confinamento generalizado para um toque de recolher noturno em todo o país.

Eric Caumes, chefe de doenças infecciosas do hospital La Pitié-Salpêtrière em Paris, disse à televisão LCI que se os franceses não forem cautelosos o suficiente no Natal e nas férias de fim de ano, o país poderá sofrer uma terceira onda do vírus em meados de janeiro.

No domingo, a França registrou 11.022 novos casos de coronavírus em 24 horas, enquanto o número de óbitos por covid-19 foi de 175./EFE e REUTERS  

 

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