França estabelece contato com piratas que atacaram veleiro

Cruzeiro de luxo não tinha passageiros quando foi abordado; 30 tripulantes foram feitos reféns

EFE

06 de abril de 2008 | 16h03

 A França estabeleceu contato neste domingo, 6, com os piratas que abordaram um veleiro de luxo na sexta-feira passada. A embarcação foi invadida no Golfo de Aden e seus 30 tripulantes são mantidos como reféns. O ministro do exterior do país, Bernard Kouchner, disse em entrevista à emissora France Inter que agora eles começam a tentar negociar e "fazer de tudo para que não haja derramamento de sangue". Perguntado sobre a França estaria disposta a pagar resgate aos piratas, o chefe da diplomacia do país se limitou a dizer "veremos logo". As autoridades francesas conseguiram confirmar que os reféns estão sendo bem tratados e têm permissão para comer e tomar banho, disseram fontes diplomáticas. Horas antes, o ministro francês da defesa Hervé Morin havia dito que o veleiro seqüestrado, o Ponant, navegava por águas somalis sob vigilância de um barco militar francês, que entrara nas águas territoriais da Somália com permissão das autoridades do país. Morin disse então que as autoridades francesas desconhecem o destino para onde rumam os seqüestradores do veleiro Ponant, cuja tripulação inclui 22 franceses e vários ucranianos e coreanos. Os piratas que atacam nesta região só fazem pedido de resgate após chegar em terra firme, disse o minsitro. O cruzeiro de luxo, de três mastros, não levava passageiros a bordo quando foi abordado por 10 piratas armados na última sexta entre o Iêmen e a Somália. Fotos mostram vários piratas armados no convés e dois pequenos botes amarrados ao veleiro. São possivelmente os barcos com que eles chegaram ao Ponant, o que leva a crer que havia um terceiro barco por perto, de onde eles saíram para o assalto. O primeiro-ministro francês, François Fillon, afirmou no sábado, 5, que o governo privilegia "a proteção à vida" dos reféns e busca uma solução para o seqüestro que não exija o uso da força.  Suspeita-se que os piratas se dirigiam para a cidade somali de Eyl, a 800 quilômetros ao norte da capital Mogadíscio, região em que um barco russo e sua tripulação foram retidos há dois meses, antes de serem trocados por um resgate de US$ 700 mil.

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