França faz ofensiva na América Latina para libertar Betancourt

A França pediu na sexta-feira aospresidentes de Colômbia e Venezuela que abandonem suas rusgas eunam forças para que os guerrilheiros das Farc libertem afranco-colombiana Ingrid Betancourt. O primeiro-ministro francês, François Fillon, aproveitou acúpula de mandatários em Lima para reunir-se com os presidentesda Colômbia, Alvaro Uribe, da Venezuela, Hugo Chávez, e doPeru, Alan García, a quem falou sobre a necessidade de retomaro diálogo com as Farc para obter a liberdade de Betancourt. "A França (...) não vai deixar de lado nenhuma pista paratratar de retomar o diálogo com as Farc com respeito àlibertação de Betancourt, não vai deixar nada de lado, como eudisse a Chávez, a Uribe e ao presidente do Peru", disse Fillonem uma coletiva de imprensa. O premiê afirmou que a libertação da ex-candidata àpresidência da Colômbia, a refém mais importante nas mãos dogrupo guerrilheiro marxista desde que foi sequestrada há seisanos, deve estar acima de interesses pessoais e dos problemasque afetam a América Latina. A região atravessa mais uma de suas recorrentes crisesdiplomáticas devido a enfrentamentos entre Uribe e ospresidentes da Venezuela e do Equador, depois que tropascolombianas ingressaram em território equatoriano numa operaçãocontra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc),que resultou na morte de Raúl Reyes, um de seus líderes. Depois da incursão, em março, o Equador rompeu relaçõesdiplomáticas com a Colômbia, em meio a acusações de Uribe sobrea colaboração de Quito e Caracas com a guerrilha. "Aqui se trata para nós de um assunto humanitário querequer uma mobilização de todos, que faz com que cada um deixede lado seus interesses pessoais. Trata-se de salvar a vida deuma mulher que provavelmente está morrendo", disse Fillondurante a cúpula de líderes da América Latina e da Europa. Betancourt, ex-candidata presidencial colombiana e cujoestado de saúde é delicado, converteu-se em um símbolo da crisede reféns na Colômbia. "Jamais baixaremos a guarda enquanto houver esperança, nãovamos abandonar Ingrid Betancourt", acrescentou Fillon. (Reportagem de María Luisa Palomino)

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