Joel Saget/AFP
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Para conter avanço de covid, França fecha comércio e limita deslocamentos de um terço da população

Novas medidas, que valem para diferentes regiões em 16 departamentos incluindo Paris, buscam limitar a progressão do coronavírus principalmente no norte do país

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2021 | 20h23

PARIS - O governo da França anunciou nesta quinta-feira, 18, o fechamento do comércio não essencial e a proibição de deslocamentos entre diferentes regiões em 16 departamentos do país, incluindo Paris, que somam quase um terço da população nacional.

As novas medidas, que serão aplicadas a partir da meia-noite de sexta-feira e valerão por pelo menos quatro semanas, buscam limitar a progressão do coronavírus Sars-CoV-2, causador da covid-19, principalmente no norte do país.

Além da região de Paris, uma das mais densas com 12 milhões de habitantes, os outros territórios afetados pelas novas medidas incluem a de Altos da França, no nordeste do país, onde está localizada a cidade de Lille. "A progressão da pandemia se acelera notavelmente", afirmou em entrevista coletiva o primeiro-ministro francês, Jean Castex.

As novas restrições pretendem buscam uma "terceira via" sem chegar a um confinamento completo, segundo Castex, que anunciou que os cidadãos poderão sair para praticar exercício até uma distância limite de dez quilômetros. Nos dois confinamentos de 2020, o limite era de um quilômetro.

O atual toque de recolher será flexibilizado em todo o país e começará uma hora mais tarde, às 19h, a partir de sábado, para terminar às 6h, como agora. Ao justificar a decisão, Castex explicou que "chegou o momento de tomar medidas mais exigentes" em meio à forte progressão da pandemia nesses lugares.

A região de Paris é atualmente o epicentro da pandemia na França, com uma taxa de incidência de 446 casos por 100 mil habitantes em sete dias, o que representa um aumento de 23% em uma semana.

O governo queria evitar um novo confinamento total tanto pelas consequências psicológicas como pelas econômicas, já que a região de Paris sozinha representa 30% do PIB nacional. 

Quase exatamente um ano atrás, o presidente Emmanuel Macron ordenou um primeiro confinamento nacional na França, que foi um dos mais rígidos do mundo, seguido por outro no final de outubro.

Mais de 91 mil pessoas morreram de covid na França, de acordo com uma contagem oficial. 

Paralelamente, Castex anunciou que a França retomará a vacinação com a AstraZeneca na sexta-feira, após a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) determinar que a vacina é "segura e eficaz". "Serei vacinado com esta vacina para mostrar que podemos confiar totalmente", disse Castex./EFE e AFP 

 

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