Ian Langsdon/EFE/EPA
Ian Langsdon/EFE/EPA

França flexibiliza restrições próximo ao Natal

Comércio não essencial poderá reabrir no sábado e confinamento deve ser suspenso em 15 de dezembro

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2020 | 21h14
Atualizado 24 de novembro de 2020 | 22h21

PARIS - Depois de uma queda no número de casos de covid-19, a França permitirá a reabertura do comércio não essencial a partir do próximo sábado e planeja suspender o confinamento em 15 de dezembro, informou o governo.

"Passamos do pico da segunda onda da epidemia", comemorou o presidente francês Emmanuel Macron, que anunciou nesta terça-feira, 24, em um discurso transmitido pela televisão, sua estratégia para suspender gradualmente as restrições impostas.

Para impulsionar a já combalida economia francesa nas semanas que antecedem o Natal, negócios não essenciais - como livrarias, lojas de brinquedos ou lojas de roupas - poderão reabrir a partir do sábado, 28, mas com horário limitado e com um rígido protocolo de saúde negociado com profissionais do setor. 

As crianças poderão retomar as atividades extracurriculares ao ar livre a partir da mesma data e os locais de culto também, mas com capacidade máxima de 30 pessoas. Restaurantes e bares - considerados grandes fontes de contágio - permanecerão fechados pelo menos até 20 de janeiro. 

Em 15 de dezembro, se os parâmetros da pandemia continuarem a cair, serão revogadas as restrições de viagem para as celebrações do Natal e será permitida a reabertura de cinemas, teatros e museus, embora com toque de recolher a partir das 21h.

Por outro lado, Macron reforçou os pedidos de cautela para "evitar uma terceira onda e um terceiro confinamento", alegando que a população deve manter o distanciamento social e medidas de higiene, assim como o uso de máscaras.

O presidente francês também estabeleceu um teto de 5 mil contágios por dia e menos de 3 mil pacientes em unidades de terapia intensiva para que seja permitida uma maior flexibilização.

Vacina

A França começará a vacinar sua população contra o novo coronavírus "no fim de dezembro ou início de janeiro", com prioridade inicial para os idosos, anunciou Macron também nesta terça-feira. O anúncio vem após testes mostrarem que várias vacinas experimentais têm alta eficácia. O presidente reforçou que a vacinação não será obrigatória.

Esta nova etapa no combate à pandemia deve ser realizada "de forma clara e transparente, compartilhando em cada fase todas as informações, o que sabemos e o que não sabemos", acrescentou. 

Apenas metade dos franceses afirma estar disposta a ser vacinada contra a covid-19, de acordo com várias pesquisas realizadas sobre o assunto no país. /AFP e EFE

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