França: Hollande abre memorial a judeus deportados

A França inaugurou nesta sexta-feira um memorial para dezenas de milhares de judeus franceses que passaram pelo campo de deportação de Drancy, logo ao norte de Paris, que funcionou a partir de 1941, quando parte da França foi governada pelo marechal colaboracionista Henri Pétain e a outra metade ocupada pela Alemanha nazista. Cerca de 65 mil judeus, entre homens, mulheres e crianças, passaram por Drancy entre 1941 e 1944, ao caminho dos campos de extermínio na Polônia e na Silésia; apenas 2 mil sobreviveram.

AE, Agência Estado

21 de setembro de 2012 | 15h44

As condições em Drancy eram brutais. Pais eram separados dos filhos. O presidente da França, François Hollande, disse esperar que o sofrimento que foi vivido em Drancy dê origem hoje à "vigilância" contra o extremismo e o nazismo. Segundo Hollande, em Drancy ocorreu "um crime abominável".

O governo francês só começou a reconhecer o papel dos próprios nazistas na deportação e morte dos judeus franceses na década de 1990, sob o presidente Jacques Chirac.

As informações são da Associated Press.

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