França inicia caçada a líderes islâmicos radicais

Eles passaram despercebidos por anos, isolados do cotidiano francês pelas diferenças de língua e religião. Agora, os imãs radicais, acusados de pregar uma modalidade violenta do Islã, estão sendo rastreados, investigados e, em alguns casos, expulsos. Assumindo a liderança de um crescente endurecimento da atitude européia frente à pregação da violência, o governo francês já deportou pelo menos dois imãs (líderes de oração muçulmanos), declarando-os ameaças públicas. Dois outros podem ser expulsos e um quinto encontra-se preso. O governo francês adotou uma política de perseguir os imãs cujo discurso contemple uma defesa da violência ou de valores contrários à democracia e aos direitos humanos. A França, que com 5 milhões de muçulmanos tem a maior comunidade islâmica da Europa Ocidental, quer estimular o surgimento de um ?Islã Francês? para refletir valores nacionais. O governo se preocupa com a nova geração de muçulmanos pobres e marginalizados que cresce na França, alienada da sociedade e da educação francesa. Críticos dizem que a política de enfrentamento pode trazer mais danos que benefícios, mas a França não é o único país a adotá-la. A Itália deportou um imã do Senegal em novembro, declarando-o ?ameaça à segurança do Estado?. Ele havia dito que os soldados italianos servindo no Afeganistão e no Iraque poderia, sofrer ataques. Dias depois, 19 italianos foram mortos no Iraque. O Reino Unido condenou um imã jamaicano a nove anos de prisão por exortar seus seguidores a matar todos os hindus, judeus e americanos. A Inglaterra agora tenta deportar outro líder islâmico, Abu Hamza al-Masri, acusado de servir como conselheiro de grupos terroristas.

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