França investiga Strauss-Kahn sobre suposto estupro

Promotores franceses informaram nesta segunda-feira que abriram uma investigação preliminar sobre a suposta participação do ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn em um estupro coletivo, em 2010, nos EUA.

AE, Agência Estado

21 Maio 2012 | 10h47

De acordo com o jornal The Wall Street Journal, eles disseram que foram informados sobre as acusações por magistrados, que já haviam lançado uma apuração preliminar pelo suposto envolvimento de Strauss-Kahn em uma rede de prostituição baseada na cidade francesa de Lille.

"Os eventos que ocorreram em Washington, entre 15 de dezembro e 18 de dezembro de 2010, podem ser caracterizados como um estupro coletivo", afirmou o promotor de Lille, referindo-se à conclusão dos magistrados.

A mulher cujo testemunho levou à decisão desta segunda-feira pelo promotor de Lille não entrou com uma queixa contra Strauss-Kahn. Ainda assim, o promotor disse que tem o dever de investigar supostos crimes relatados por magistrados.

Richard Malka, advogado do ex-diretor-gerente do FMI, afirmou que a decisão "mostra uma incrível e furiosa campanha" contra o seu cliente. "Não estou ciente dessa prática de lançar uma apuração preliminar de estupro coletivo quando a pessoa envolvida não entrou com uma queixa de estupro", disse Malka à televisão francesa.

Os magistrados franceses têm jurisdição para processar cidadãos do país mesmo se seus crimes foram cometidos fora da França. As informações são da Dow Jones.

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