AFP PHOTO / POOL / MARTIN BUREAU
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França manterá alerta terrorista máximo nas festas de fim de ano

País terá, a partir de amanhã, novo dispositivo de segurança com 3 níveis de alerta, em vez de 2, em vigor atualmente

O Estado de S. Paulo

30 de novembro de 2016 | 18h38

PARIS - O presidente da França, François Hollande, ordenou nesta quarta-feira, 30, a manutenção do nível de vigilância antiterrorista em seu mais alto nível durante as festas de fim de ano, além de ter anunciado uma nova organização das fases de alerta.

Após reunir no Palácio do Eliseu os ministros relacionados com a segurança do país, Hollande afirmou que “o conjunto dos serviços do Estado” estará no nível mais alto de alerta “nas próximas semanas”, em particular, “por ocasião das várias atividades festivas de fim de ano”.

Segundo o comunicado da presidência, Hollande também validou um novo plano de vigilância antiterrorista “adaptado à evolução da ameaça”, que “completará as medidas adotadas desde os atentados” jihadistas ocorridos na França em novembro do ano passado.

O novo dispositivo de segurança, que mantém a denominação de Vigipirate, terá três níveis de alerta em vez dos dois atuais e entrará em vigor amanhã.

Emergência. A França está, atualmente, sob estado de emergência desde o dia 14 de novembro do ano passado. Em julho, quando o governo tinha intenção de suspender a medida, um novo ataque, dessa vez na cidade de Nice, fez com que ele pedisse a prorrogação, aprovada pelo Parlamento. 

O estado de emergência tem data para expirar em janeiro, mas o governo já afirmou que pretende pedir uma nova extensão para até depois das eleições presidenciais, entre abril e maio. 

Trata-se de um recurso criado em 1955, no início da guerra da independência da Argélia e Paris recorreu a ele em 2005 durante os distúrbios nos subúrbios da capital.

Ele permite às autoridades, entre outros, “proibir a circulação de pessoas ou veículos”, instaurar “zonas de proteção ou de segurança onde a estadia das pessoas está regulamentada” e proíbe a estadia em uma zona geográfica “a toda pessoa que dificulte, a ação dos poderes públicos”. 

A medida dá direito ao ministro do Interior impor a prisão domiciliar a toda pessoa “cuja atividade seja perigosa para a segurança e a ordem pública”. / EFE e AFP 

 

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