França muda de tom e já admite sanções contra o Irã

A França afirmou nesta quinta-feira que as sanções para forçar o Irã a cooperar com as demandas da comunidade internacional pela suspensão de seu programa nuclear devem ser "progressivas, proporcionais e reversíveis".O porta-voz do ministro do Exterior Jean-Baptiste Mattei não deu detalhes sobre quais poderiam ser as sanções."Somos a favor de medidas que sejam progressivas, proporcionais e reversíveis, sendo o objetivo convencer o Irã a cooperar com a comunidade internacional", afirmou. Esta é a primeira vez que a França fala em sanções para resolver a questão nuclear iraniana. Até então, o país defendia apenas a via diplomática. Ministros do Exterior dos seis países mais poderosos, incluindo a França, devem se encontrar na sexta-feira em Londres para discutir a crise ao redor do programa nuclear. Os países ocidentais temem que o objetivo do programa seja a produção de armas nucleares, enquanto Teerã insiste que a produção de energia elétrica é a finalidade. Sem confirmar a reunião de Londres, Mattei disse que o seis devem avaliar o resultado das negociações lideradas pelo chefe de política externa da União Européia Javier Solana e "pensar nos próximos passos". Esse passos incluem levar a questão ao Conselho de Segurança das nações Unidas, acrescentou Mattei. As conversas de Solana com o negociador da questão nuclear do Irã, Ali Larijani, foram vistas como uma última tentativa de evitar uma confronto direto entre o Irã e o Conselho de Segurança, após Teerã não ter cumprido o prazo de 31 de agosto para suspender o enriquecimento de urânio em troca de um pacote de incentivos.

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