França não aceitará que 'outros ditem política externa'

Declarações de chanceler foram feitas após Al-Qaeda emitir comunicado fazendo exigências

Efe

19 de novembro de 2010 | 10h43

PARIS - O governo da França anunciou nesta sexta-feira, 19, que não vai tolerar que sua política externa "seja ditada por qualquer um", após a divulgação de uma gravação atribuída à rede terrorista Al-Qaeda relacionada aos reféns franceses sequestrados no Mali.

 

A ministra de Exteriores francesa, Michèle Alliot-Marie, afirmou em comunicado que seu país "faz tudo o que está em seu poder para que todos os reféns, estejam onde estiverem, sejam libertados sãos e salvos".

 

Na gravação, Al-Qaeda do Magrebe Islâmico (AQMI) exige que França retire suas tropas do Afeganistão e negocie com o líder da rede, Osama bin Laden, para obter a libertação de cinco franceses sequestrados no Mali. Pela manhã um porta-voz do Ministério declarou que as autoridades francesas estavam tentando comprovar a autenticidade dessa gravação.

 

Sete pessoas (cinco franceses, um togolês e um malgaxe) que trabalhavam no Níger para o grupo francês Areva foram sequestrados na noite do dia 15 de setembro na localidade de Arlit, no nordeste do Níger.

 

No final do outubro, o primeiro-ministro do Níger, Mamadou Danda, declarou à imprensa que os cativos "estão vivos" e que há "contatos para tentar conseguir sua libertação".

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