França pára contra reformas da previdência

Parisienses deixaram as belas estações da cidade para irem ao trabalho de bicicletas ou a pé enquanto trabalhadores do transporte urbano permaneciam de braços cruzados em todo o país.A greve tenta fazer com que o primeiro-ministro Jean-Pierre Raffarin reconsidere os planos de reformar o sistema previdenciário que, assim como o do Brasil, corre o risco de desmoronar caso não haja uma reforma.Raffarin disse que as greves não alteram sua determinação. Entre outras propostas, o governo francês quer ampliar o tempo de contribuição, de 37,5 para 40 anos e a idade mínima para se aposentar de 60 para 65 anos.?Se não levarmos esta reforma a frente o sistema desmorona?, disse o porta-voz do primeiro-ministro, Jean-François Cope.A greve desta semana não se limitou aos transportes. Professores, carteiros e empregados de algumas empresas privadas também pararam.Em Paris, manifestantes pelas ruas da cidade entre a praça da República e a praça Denfert-Rochereau, na margem esquerda do rio Sena.O serviço de metrô e de ônibus foram mais atingidos entre Burdeos, no sudoeste, e Estrasburgo, na região alsaciana do leste. Somente um TGV, o trem de alta velocidade francês, circulava e muitos destinos ficaram sem serviço.A última tentativa do governo de modificar o sistema previdenciário francês foi em 1995. Naquele ano uma onda de greve se estendeu por semanas paralisando todo país.

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