França pede que junta na Guiné convoque eleições em 6 meses

Junta militar que assumiu após morte de ditador convida representantes da UE e ONU para reuniões no sábado

Da BBC Brasil, BBC

26 de dezembro de 2008 | 12h48

O governo da França fez um apelo aos líderes do golpe militar na Guiné para que convoquem eleições livres nos próximos seis meses - e não no fim de 2010, como haviam anunciado.     Premiê deposto se entrega a junta militar na GuinéMilitares golpistas escolhem capitão para presidente da Guiné Militares prometem eleições em 2 anos em Guiné   Um porta-voz do ministério do Exterior em Paris disse que a população da Guiné - que foi colônia francesa por 68 anos - deveria poder expressar sua vontade ivremente. A França, que ocupa a Presidência da União Européia, confirmou que enviará um representante para um encontro no sábado com os líderes da junta que tomou o poder no país na segunda-feira, após a morte do presidente Lansana Conté. Ainda nesta sexta-feira, o autodeclarado novo presidente da Guiné, o capitão Moussa Camara, deve se reunir com diplomatas em Conacri, a capital do país, para buscar reconhecimento internacional ao seu governo. Funeral Os presidentes de países vizinhos como Libéria, Serra Leoa e Costa do Marfim estão participando das cerimônias do funeral de Conté, que morreu aos 74 anos e comandou o país desde 1984. Ele será enterrado em sua cidade natal, Lansdanaya, 120 km a noroeste da capital. Antes, será celebrada uma missa em sua homenagem em um estádio de futebol em Conacri. A junta militar que comanda o país declarou feriado nacional nesta sexta, para que a população possa acompanhar o funeral. Em uma delaração transmitida em cadeia nacional de rádio, o capitão Camara convidou representantes da ONU, União Européia, G8 e da União Africana para encontros neste fim de semana. Apesar de ter sido condenado inicialmente pela comunidade internacional, o golpe militar parece ter sido bem recebido por boa parte dos guineanos, que, segundo o correspondente da BBC para a África Ocidental, Will Ross, estão cansados dos desmandos e da corrupção do governo autoritário de Conté. O primeiro-ministro deposto da Guiné, Ahmed Tidiane Souare, e vários ministros acabaram endossando o golpe. O premiê afirmou que seu governo está à disposição da junta militar. Camara, que se declarou presidente do país na quarta-feira, afirmou que os ministros estariam em segurança e pediu que eles auxiliem o novo regime. A junta também disse que manteria conversações no sábado com líderes de partidos políticos e civis.   BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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