França pode intervir no Chade

Sarkozy não descarta usar tropas francesas no país contra rebeldes

AP e Efe, O Estadao de S.Paulo

06 de fevereiro de 2008 | 00h00

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse ontem que o Exército de seu país está pronto para atacar os rebeldes no Chade, se necessário. ''''Se a França tiver de cumprir seu dever, ela o fará'''', afirmou Sarkozy em La Rochelle, oeste do país. No sábado, forças rebeldes chadianas lançaram uma ofensiva contra o governo do presidente Idriss Déby, chegando a cercar o palácio presidencial na capital, Ndjamena. Na segunda-feira, porém, tropas do governo conseguiram obrigá-las a sair em retirada.Sarkozy disse que o Exército francês não está no Chade para lutar, mas se o país for vítima de agressão, a França teria meios para se ''''opor às ações que violam as regras do direito internacional''''. O presidente aproveitou para desmentir as acusações feitas pelos chefes rebeldes de que os soldados franceses já estariam atuando no país e seriam responsáveis pela morte de civis. Sarkozy afirmou que, até então, os soldados estavam agindo apenas para proteger os franceses no país. Atualmente, 1,5 mil franceses moram no Chade, 85% deles em Ndjamena. Desde que os confrontos começaram, os soldados franceses já retiraram do Chade mais de mil estrangeiros de 71 nacionalidades diferentes. Um porta-voz do Estado-Maior francês disse à agência EFE que a situação em Ndjamena estava tranqüila ontem. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha deu um balanço de mais de mil feridos, mas não divulgou um número oficial de mortos.

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