França prende líder da ETA e seu número 2

A polícia francesa anunciou ontem a prisão do chefe militar da organização separatista basca ETA em Bayonne, sudoeste da França. Segundo o ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, o militante Mikel Karrera, conhecido como o "Ata", era o líder máximo da ETA e o criminoso mais procurado pela polícia espanhola desde a prisão de Ibon Gogeascoechea, também na França, em fevereiro.

PARIS, O Estado de S.Paulo

21 Maio 2010 | 00h00

"Os serviços antiterroristas espanhóis entendem que se trata do dirigente máximo da ETA atualmente", disse Rucalba. "É o responsável por seu aparato militar, quem controla os comandos da ETA."

Além de Karrera, foram presos na operação em Bayonne mais quatro pessoas, entre elas Arkaitz Aguirregabiria, de 27 anos, considerado o número 2 da estrutura da organização. Todos estavam em um apartamento na localidade francesa. "O golpe para o grupo é importante", disse Rucalba. "Não só prendemos o chefe, mas também quem deveria substituí-lo."

Segundo autoridades francesas, suspeita-se que Aguirregabiria esteja envolvido na morte do policial francês Jean-Serge Nerin, de 52 anos, em um tiroteio, em março. Nerin foi o primeiro agente das forças de segurança da França a ser assassinado pela ETA. Depois do crime, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, prometeu "caçar" os integrantes da organização.

A ETA luta pela independência do País Basco, região que inclui o norte da Espanha e o sudoeste da França. A organização é mais ativa no território espanhol, no qual já matou mais de 850 pessoas nas últimas décadas. É comum, no entanto, que seus militantes se escondam ou montem bases de operação na França.

O que permitiu a prisão de "Ata" foi um trabalho de colaboração entre o serviço de segurança do Ministério do Interior francês, a Guarda Civil e o serviço de inteligência espanhóis. No apartamento em que o grupo estava foram encontrados, segundo fontes francesas, "documentos importantes e material em computadores", que serão examinados minuciosamente. / EFE e AFP

PARA LEMBRAR

Em março, o juiz Eloy Velasco, da Corte Nacional espanhola, acusou o governo venezuelano de colaborar com membros da organização separatista basca ETA e da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). As denúncias foram feitas como parte de um processo contra seis membros da ETA e sete das Farc, acusados dos delitos de terrorismo.

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