França prende sete supostos militantes islâmicos

Apesar de não possuir provas concretas sobre um plano terrorista, país elevou medidas de segurança

Agência Estado

10 de maio de 2011 | 11h04

PARIS - Após operações em Paris e nos subúrbios da capital, a polícia francesa prendeu sete supostos militantes islamitas, disseram nesta terça-feira, 10, funcionários. A França tem reforçado sua segurança por temer possíveis represálias após a morte do líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden. Seis suspeitos foram detidos ontem, mas o principal alvo da operação, um cidadão indiano que chegou recentemente da Argélia, foi detido hoje, segundo funcionários ligados à investigação.

O ministro do Interior, Claude Gueant, disse ontem que a França não tinha provas concretas de que algum ataque específico havia sido planejado, mas as forças de segurança estavam em alerta por causa da possível ameaça de extremistas. O indiano preso hoje tinha "vínculos com o Paquistão", disse outra fonte pedindo anonimato.

Há uma investigação na França sobre uma rede islamita que recrutaria militantes no país europeu e os enviaria ao Afeganistão e ao Paquistão para treinamentos. Os suspeitos foram identificados em parte por mensagens na internet interceptadas entre supostos membros da rede de recrutamento militante, segundo a polícia.

Forças da França lutam no Afeganistão como parte das tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A Al-Qaeda no Magreb Islâmico já sequestrou vários cidadãos franceses nos últimos anos, sendo que alguns destes foram mortos mesmo após o pagamento de resgates. Quatro franceses estão atualmente sob poder desses extremistas. Em 28 de abril, um popular café frequentado por turistas na cidade marroquina de Marrakesh foi alvo de um atentado a bomba que matou 17 pessoas, entre elas oito franceses. As informações são da Dow Jones.

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