França prepara envio de navio de ajuda à Mianmar

Assistência se somará aos 2 milhões de euros que o governo francês destinou ao país devastado por ciclone

Efe,

09 de maio de 2008 | 14h30

A França anunciou nesta sexta-feira, 9, que está preparando o envio de um navio com 1,5 mil toneladas de ajuda para as vítimas do ciclone em Mianmar, segundo um comunicado do gabinete do presidente francês, Nicolas Sarkozy. O navio poderia chegar na quarta ou na quinta-feira, e se juntará aos 2 milhões de euros para assistência que deveria ser distribuída pelas ONGs no país.      Veja também: ONU retoma ajuda humanitária para sobreviventes em Mianmar Mianmar quer ajuda, mas não estrangeiros, diz governo  No comunicado, o presidente francês lembrou o princípio que permite socorrer a população civil, se as autoridades nacionais não o fazem, embora isso seja uma violação da soberania. "As autoridades francesas têm intenção de se coordenar com as organizações no terreno para responder o mais eficazmente possível às necessidades urgentes da população", ressaltou a Presidência. Ao término de uma reunião no Palácio do Eliseu com Sarkozy e com responsáveis de ONGs, o ministro de Exteriores francês, Bernard Kouchner, disse que o navio francês poderia chegar a Mianmar "em torno da quarta-feira." O ministro francês reconheceu que o problema é saber onde e como chegará a ajuda humanitária, e como será distribuída. "O ideal é passar pelas ONG. Trabalhamos para que sejam elas as que, pelo menos, supervisionem a distribuição."  ONU Ainda nesta sexta-feira, a Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou que retomará no sábado, 10, os embarques de itens de primeira necessidade a Mianmar, horas depois de ter suspendido o envio da ajuda humanitária ao país. Segundo a agência AFP, os militares decidiram aceitar a ajuda oferecida pelos Estados Unidos, citando um comunicado da TV estatal, mas sem dar detalhes sobre como a assistência seria distribuída. Mais tarde, a Casa Branca confirmou que o governo de Mianmar autorizou a chegada da ajuda americana. "Um vôo é muito melhor do que nenhum", disse o porta-voz Gordon Johndroe. A ONU estima que 1,5 milhão de pessoas fora severamente atingidas pela passagem do ciclone, que pode ter deixado até 100 mil mortos. 

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