Gonzalo Fuentes/REUTERS
Gonzalo Fuentes/REUTERS

França pretende iniciar campanha de vacinação 'na última semana de dezembro'

Premiê condicionou campanha de imunização à autorização de comercialização da vacina por parte da Agência Europeia de Medicamentos e recomendação da Alta Autoridade Francesa de Saúde

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2020 | 17h17

PARIS - A campanha de vacinação contra o coronavírus na França começará "na última semana de dezembro", "se as condições permitirem", disse o primeiro-ministro Jean Castex nesta quarta-feira, 16.

Castex condicionou o lançamento da campanha à autorização de comercialização da vacina por parte da Agência Europeia de Medicamentos "prevista para 21 de dezembro" e à recomendação da Alta Autoridade Francesa de Saúde, esperada para pouco depois.

Esta "primeira fase" relativa às pessoas em situação de risco "se estenderá por um período de seis a oito semanas, para levar em consideração o período de 21 dias entre a primeira vacinação e o reforço", acrescentou Castex, que apresentou a estratégia do governo francês aos deputados.

Em uma segunda etapa, a vacina será oferecida a "cerca de 14 milhões de pessoas que apresentam um fator de risco vinculado à idade ou uma doença crônica, assim como a determinados profissionais da saúde", continuou. 

O restante da população poderá ser vacinada em uma "terceira etapa", "no final da primavera". "Nenhuma vacinação, nem mesmo nas residências", frisou, "será feita sem o consentimento informado das pessoas envolvidas".

O primeiro-ministro disse estar convencido de que "a chegada da vacina marcará uma inflexão no combate à covid-19", mas "o início da campanha de vacinação não será o fim da epidemia" e por isso "continuará a ser essencial" seguir com as políticas e restrições de contenção.

A este respeito, confirmou que no dia 7 de janeiro, quanto estiverem disponíveis os primeiros resultados do comportamento da epidemia durante as férias de Natal, será estudada a reabertura de cinemas, teatros, museus e casas de shows, que inicialmente aconteceria na terça-feira, 15, mas acabou sendo adiada. /AFP e EFE

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