França quer que UE aplique sanções mais fortes ao Irã

O ministro de Relações Exteriores da França, Alain Juppé, pediu a imposição de sanções mais duras contra o Irã, na medida em que o país busca o desenvolvimento de um programa de armas nucleares.

AE, Agência Estado

03 de janeiro de 2012 | 11h04

"A França, sem fechar a porta do diálogo e da negociação, quer sanções mais duras contra o Irã, disse Juppé nesta terça-feira em entrevista à emissora de televisão paga Itele.

O presidente francês Nicolas Sarkozy propôs um embargo ao petróleo iraniano e o congelamento dos ativos do banco central do Irã, o que seria uma medida bastante dura, disse Juppé. O Congresso norte-americano aprovou uma lei penalizando instituições estrangeiras que façam negócios com o banco central do Irã, que o presidente Barack Obama sancionou. O governo francês quer que a União Europeia siga o exemplo dos Estados Unidos.

Os europeus não precisam do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para aprovar sanções, afirmou ele. "Temos a capacidade de agir sobre esse assunto."

A pressão está aumentando contra o Irã desde a divulgação de um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em novembro, dizendo que o país continua a desenvolver um programa nuclear com o objetivo de produzir armas. Autoridades iranianas afirmam que o programa tem propósito civil e anunciou o teste de sua primeira barra de combustível no final de semana.

A realização de um teste com mísseis iranianos na segunda-feira, perto do estratégico Estreito de Ormuz, por onde uma parcela significativa do petróleo consumido em todo o mundo passa diariamente, piorou ainda mais a situação. As informações são da Dow Jones.

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