França quer reunir UE para esclarecer contribuição ao Líbano

O ministro de assuntos exteriores francês, Philippe Douste-Blazy, pediu neste domingo a convocação de uma reunião da União Européia (UE) para que os membros do bloco esclareçam que tipo de contribuição darão à Força Interina da ONU para o Líbano (Finul).Em declarações à emissora de rádio France Info, Douste-Blazy disse que conversou com seu colega da Finlândia, Erkki Tuomioja, cujo país exerce a presidência semestral da UE, para pedir-lhe a convocação de uma reunião na qual os 25 países fixem sua posição sobre uma eventual participação na Finul.Essa força, que atualmente conta com 2 mil soldados, será ampliada para até 15 mil com o objetivo de apoiar o posicionamento do Exército libanês no sul do país, após o fim das hostilidades entre Israel e a milícia Hezbollah.A meta é que os europeus coordenem suas contribuições nacionais à Finul. A França enviou de maneira urgente 200 militares adicionais para facilitar o posicionamento do exército libanês e como gesto de apoio. "Há uma primeira fase de urgência, que deve ser colocada em prática, como fez a França com o envio de 200 soldados, e uma segunda etapa para estabelecer o número definitivo de militares que serão enviados", disse o chefe da diplomacia francesa.O chanceler também insistiu que a ONU deve esclarecer o mais rápido possível os detalhes da missão de reforço da Finul, para permitir que os países interessados em enviar tropas possam tomar uma decisão. Trata-se de saber se a força internacional terá liberdade de movimentos no sul do Líbano, qual será sua missão concreta, sua organização e comando, assim como as possibilidades de reação, segundo Douste-Blazy.Essas "garantias" da ONU são básicas para que os países possam tomar a decisão de enviar tropas, segundo o titular o ministro francês. A posição de Douste-Blazy é a mesma do presidente francês, Jacques Chirac, que nos últimos dias conversou por telefone com líderes europeus e autoridades da ONU para conhecer sua disposição em enviar soldados ao Líbano.A França quer que a Finul reforçada tenha uma composição equilibrada, com a presença de países que respondam a diferentes crenças religiosas, refletindo a diversidade da sociedade libanesa.

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