França reconhece que escassez de combustíveis durará 'vários dias'

Governo, porém, diz que assegurará abastecimento e que racionamento ainda não é necessário

Efe

22 de outubro de 2010 | 10h04

PARIS - O governo da França anunciou nesta sexta-feira, 22, que assegurará a distribuição de combustível aos postos de gasolina do país, mas reconheceu que a situação de falta de abastecimento só voltará à normalidade dentro de "vários dias".

 

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O Executivo, que dará prioridade aos postos de gasolina situados nas estradas, não contempla "por enquanto" medidas de racionamento de combustível apesar da situação de escassez energética vivida em algumas zonas do país como consequência do bloqueio de quase todas as refinarias da França pelo protesto contra a reforma da

Previdência.

 

O governo anunciou sua decisão após a reunião do primeiro-ministro, François Fillon, com os representantes dos produtores e distribuidores de combustível.

 

O ministro dos Transportes, Jean-Louis Borloo, afirmou nesta sexta que, no momento, entre "20% e 21%" dos postos de gasolina continuam vazios, o que representa uma "lenta melhora" em relação aos últimos dias.

 

A maior refinaria do país, a de Grandspuit, foi desbloqueada pelas forças de segurança na manhã desta sexta. Os outros 11 complexos, porém, permanecem sob bloqueio dos grevistas, que protestam contra a reforma da previdência, cujas medidas incluem o aumento da idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos.

 

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Os serviços de trens e ônibus também são prejudicados. As centrais sindicais francesas devem estender os protestos até o fim de semana. A previsão é que o Senado vote nesta sexta a reforma e analistas dizem que provavelmente as medidas passarão.

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