França: resolução síria deverá ser votada na ONU

Um funcionário do governo francês disse nesta segunda-feira que o rascunho de texto da Liga Árabe para uma resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a Síria já tem o apoio de pelo menos 10 dos 15 membros do Conselho, o que significa que poderá ir a votação. Uma proposta de resolução precisa do apoio de nove dos 15 membros do Conselho para ser votada. Pelo menos 28 pessoas foram mortas nesta segunda-feira na Síria, entre civis, militares e desertores, informaram grupos da oposição síria. Uma organização não governamental disse que o governo sírio executou na semana passada o coronel dissidente Hussein Harmush, do Exército Livre da Síria.

AE, Agência Estado

30 de janeiro de 2012 | 15h03

O Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, com sede em Londres, disse que 14 civis foram mortos em Homs nesta segunda-feira. Outro grupo, os Comitês de Coordenação Local, afirma que 15 pessoas foram mortas em Homs. O Observatório e os Comitês afirmaram que pelo menos cinco civis foram mortos nos subúrbios de Damasco, onde as tropas do governo combatem a oposição e soldados desertores para retomar o controle dos bairros. O Observatório também informou que 10 desertores do exército e oito soldados regulares foram mortos em confrontos em várias cidades e províncias do país. Não foi possível confirmar os números de maneira independente, uma vez que o acesso à Síria foi restrito pelo governo.

Dentre esses confrontos, o Observatório informou que soldados desertores "atacaram nesta segunda-feira um micro-ônibus levando seis membros das forças de segurança quando eles seguiam para fazer prisões em Hirak, no sul da província de Deraa, matando todos os passageiros. As forças do governo enviaram dois tanques, que entraram na cidade e abriram fogo, matando três civis". Ainda em Deraa, berço dos protestos contra o regime do presidente Bashar Assad, um civil foi morto na cidade de Saída.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.