França, Rússia e Alemanha insistem em solução via ONU

Mesmo com a decisão de ir à guerra já tomada pelos EUA, o Conselho de Segurança (CS) da ONU manteve agendada para amanhã uma reunião de seus 15 membros, a pedido da França, Rússia e Alemanha, os mais firmes opositores de uma ação militar contra o Iraque.Os três países insistem na elaboração de um cronograma de atividades para o desarme iraquiano, seguindo uma proposta do chefe dos inspetores da ONU, Hans Blix. Diplomatas no conselho diziam hoje à noite que os chanceleres da França, Rússia, Alemanha, China e México continuavam defendendo a iniciativa, mas aguardavam definições sobre o ultimato que Washington daria ao Iraque.O embaixador alemão na ONU, Gunter Pleuger, frisou ser importante fazer um esforço de "100%", mesmo numa situação em que há apenas "1% de chance de manter a paz".Pondo fim a semanas de silêncio sobre a crise, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, condenou o uso da força, dizendo que a guerra seria um erro que poria em perigo a segurança mundial.Na Austrália - um dos fortes aliados dos EUA -, o primeiro-ministro John Howard informou que seu governo se reunirá amanhã para decidir se participa de uma "coalizão dos determinados" liderada pelos americanos. O presidente dos EUA, George W. Bush, fez o pedido a Howard em conversa telefônica hoje pela manhã.Em Praga, o primeiro-ministro da República Checa, Vladimir Spidla, confirmou que uma unidade especializada em guerra química e bacteriológica, enviada para o Kuwait em janeiro - após aprovação parlamentar -, permanecerá nesse país, mesmo não tendo o uso da força sido aprovado pela ONU. O Parlamento especificou na ocasião que a unidade entraria em ação em caso de ataque iraquiano, ou se o CS aprovasse uma ação militar contra o Iraque.

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