França se desculpa por negar passagem a Morales

O ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, desculpou-se nesta quarta-feira com a Bolívia pelo fato de seu país ter fechado o espaço aéreo para a passagem do avião do presidente Evo Morales na noite de ontem.

Agência Estado

03 de julho de 2013 | 18h42

Por meio de nota, Fabius afirmou ter dado ao ministro das Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca, todos os "esclarecimentos necessários", embora não tenha entrado em detalhes sobre as razões pelas quais as autoridades francesas fecharam o espaço aéreo para o avião de Morales.

Além da França, Portugal, Espanha e Itália também fecharam seus respectivos espaços aéreos para a passagem do avião presidencial boliviano. A aeronave precisou ser desviada para a Áustria na noite de ontem. Havia suspeitas de que o jato presidencial boliviano estivesse transportando o ex-agente norte-americano Edward Snowden. Tais suspeitas, porém, não se confirmaram.

"Nunca houve, naturalmente, nenhuma intenção de bloquear o acesso do nosso espaço aéreo ao avião do presidente Morales, que continua sendo bem-vindo a nosso país", disse o chanceler francês, em uma nota oficial distribuída por e-mail.

Enquanto a França pediu desculpas pelo incidente, os governos de Portugal, Espanha e Itália limitaram-se a anunciar que permitiram hoje o sobrevoo do avião de Morales por seus territórios, mas sem se desculparem.

Morales estava voltando para a Bolívia depois de participar de uma conferência com países exportadores de gás na Rússia. Horas antes de decolar do aeroporto de Moscou, Morales tinha dito que a Bolívia analisaria um eventual pedido de asilo político de Snowden, caso tal situação se concretizasse.

Snowden é procurado pelos Estados Unidos por ter vazado informações sobre programas ultrassecretos de vigilância eletrônica operados pelos serviços secretos norte-americanos. Fonte: Dow Jones Newswires.

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